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Vasco Seabra: "Fomos bravos, fomos intensos, fizemos mais um ponto na nossa caminhada"

O treinador do Moreirense, único a comparecer na flash-interview da "Sport TV" após o empate (1-1) com o FC Porto, explicou como o adversário empurrou a sua equipa para trás

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Octavio Passos/Getty

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A análise ao jogo

"Essencialmente, antes de mais reconhecer que os nossos jogadores são fantásticos. Esta entrega e este saber gerir os momentos. Gostamos de jogar e de ter a bola e hoje trabalhámos que nem uns campeões para levar de vencida um adversário fortíssimo, que está numa luta intensa pelo primeiro lugar.

O FC Porto entrou muito forte, mas penso que a melhor oportunidade nos primeiros 15 minutos é nossa e podíamos ter feito um 1-0. Depois, o FC Porto toma conta do jogo, obriga-nos a vir para trás e a termos que defender muito baixo. Mas, penso que faltou um pouco mais de critério no momento de saída e de transição, o primeiro passe não saía, não conseguíamos ligar tão bem.

Na segunda parte voltámos a fechar caminhos, tivemos mais uma vez uma oportunidade clara para fazermos o 2-0 e aí tínhamos fechado o jogo. Mas, após o empate, naturalmente que o resultado ajusta-se. Mas tivemos momentos de transição com várias chegadas na segunda parte, lembro-me do Rafael Martins com o guarda-redes e do André Luiz também.

O FC Porto acabou por carregar e fazer o 1-1 e penso que o resultado acaba por se ajustar".

O cansaço

"Fomos tentando refrescar e colocar jogadores que nos pudessem dar a capacidade para podermos pressionar e não virmos tão para baixo, ao mesmo tempo para que pudéssemos sair e colocar calafrios no FC Porto. Mas, de qualquer das formas, o FC Porto carregou bastante, acabou por fazer um golo de penálti.

Fomos bravos, fomos intensos, fizemos mais um ponto na nossa caminhada contra um adversário difícil, mas há muito campeonato ainda, temos muito por conquistar. É mais um ponto".

Todos os grandes empataram aqui

"Diz-nos que este grupo é mesmo assim. Tem uma alma muito grande, jogue sem jogar, amanhã os que não jogaram vão estar tristes mas a treinar de forma absolutamente fantástica. Impedimos os três grandes de conseguirem vitórias aqui pela capacidade de organização e pela entrega dos jogadores às propostas que fazemos também. E com esta ligação que queremos.

O grupo é uma família autêntica e sentimos que esta competitividade interna nos permite competir lutar por cada jogo com uma vontade muito grande de vencermos".

O que se passou no final?

"Nada de extraordinário, acabam por ser momentos de tensão, o adversário também frustrado porque teve um jogo anulado. O jogo é de emoções, umas vezes será o treinador adversários, em outras serei eu em condições mais vivas. O jogo é assim mesmo".