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Buscas no FC Porto e Algarve relacionadas com suspeita de viagem de jogador com covid-19

Viagem de avião para o estrangeiro de jogador de futebol profissional, alegadamente infetado com covid-19, investigada pela PJ

Hugo Franco e João Pedro Barros

Jogo entre Portimonense e FC Porto, em março de 2021

Fran Santiago

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As buscas da Polícia Judiciária realizadas nesta manhã de quinta-feira no FC Porto e no Algarve estão relacionadas com uma viagem de avião para o estrangeiro de um jogador de futebol profissional, alegadamente infetado com covid-19. Uma "atuação suscetível de configurar a prática de crime de propagação de doença, alteração de análise ou de receituário, previsto e punido pelo art.º 283° n.º 1 als. a) e b) do Código Penal com pena de prisão de um a oito anos", diz a Polícia Judiciária.

Em comunicado, a PJ refere que no âmbito de um inquérito dirigido pelo DCIAP, decorrem, esta quinta-feira, cerca de uma dezena de buscas designadamente domiciliárias e a laboratórios de análises clínicas.

Nestas diligências participam um magistrado Judicial, magistrados do Ministério Público e elementos da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), da Polícia Judiciária.

"A operação conta ainda com a colaboração de elemento do INSA – Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge para pesquisa, análise e eventual apreensão de documentação e outra matéria probatória, a ser posteriormente analisada. Tais diligências decorrem nas regiões do Algarve e do Porto", refere a PJ.

Em comunicado, a SAD do FC Porto confirmou que esta quinta-feira decorreram buscas nas suas instalações e no Centro de Treinos e Formação Desportiva PortoGaia, "no âmbito de uma investigação que tem por objecto o resultado do teste à Covid-19 necessário para a viagem realizada em janeiro de 2021 por um jogador do seu plantel principal".

Ao início da manhã, havia a informação de que as buscas da PJ estariam relacionadas com negócios de transferência de futebolistas e com um empresário do meio desportivo. Mas a Judiciária emitiu um comunicado a esclarecer o verdadeiro objeto da operação policial.