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Futebol nacional

Álvaro Pacheco: "Perdeu a melhor a equipa. E perdemos porque quisemos ganhar sempre o jogo"

Treinador do Vizela acredita que a sua equipa teve mais oportunidades frente ao Benfica e que o golo dos encarnados surge precisamente por os seus jogadores nunca terem desistido

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MANUEL FERNANDO ARAÚJO/LUSA

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Infelicidade

“Sem dúvida perdeu a melhor a equipa. E perdemos porque quisemos ganhar sempre o jogo. No último lance já sabíamos que o tempo tinha passado e mesmo assim os jogadores quiseram ligar, conectar, para levar a bola para o meio-campo. Aquela escorregadela fez-nos perder o jogo, mas isso também revela o caracter desta equipa. Estivemos o tempo extra quase todo no meio-campo do Benfica. Tivemos três jogadores que ainda não tinham jogado a fazer os 90 minutos e isso mostram que eles estão identificados com a ideia. A nível de oportunidades penso que tivemos mais que o Benfica. Dividimos sempre o jogo, fieis a uma equipa que procura sempre o golo. Não merecíamos ter perdido. O importante foi o que que eu disse no balneário, estarmos orgulhosos, porque este é o caminho. Eu enquanto treinador estou muito orgulhoso”

Onde a equipa cresceu desde o início da época

“A equipa cresceu na experiência. Aqui o pormenor faz toda a diferença, como vimos hoje. Os jogadores já estão mais identificados com a ideia e cultura da nossa equipa. Vamos continuar a crescer e a fazer um campeonato que vai deixar orgulhosa esta massa associativa. O Benfica vem jogar aqui e estamos em maioria. É muito bom ter uma massa associativa apaixonada pelo clube. Este jogo penso que foi uma promoção muito grande do futebol português. Houve momentos em que ajudou, nos momentos em que estivemos mais por baixo. Este ambiente é fantástico”

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    A primeira vez que o FC Vizela subiu à I Divisão Nacional foi em 1985, alegria que durou uma época. De novo entre a elite do futebol português, o clube espera fazer história pela mão de Álvaro Pacheco, treinador que aos 48 anos debuta na I Liga, após uma dupla subida. Nascido em Luanda numa família humilde, cresceu e vive na Lixa, e sempre jogou a avançado, posição que lhe moldou o gosto por equipas de futebol positivo. Um arranque trôpego (uma vitória, dois empates e duas derrotas) que não o fará ser mais calculista na I Liga: "Enquanto jogador tive vários treinadores e cativavam-me os que me incentivavam a sair da minha zona de conforto. É esse o meu ADN"