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Futebol nacional

O contrato que Fernando Santos deixou na gaveta

Investigação. Um acordo de direitos de imagem entre o Benfica, duas empresas-fantasma e o treinador foi montado em 2006 com a ajuda da filha. A ideia era fugir aos impostos, mas o contrato acabou por não ser executado. Uma investigação conjunta do Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ) e da rede europeia EIC

Micael Pereira

Tiago Miranda

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Não importa para onde olhemos — o futebol parece estar sempre no meio de nós. Isso ainda é mais evidente quando olhamos para fugas de informação sobre estruturas offshore. Nos escândalos financeiros divulgados nos últimos anos à volta desta indústria, é raro não haver empresas-fantasma a canalizar pagamentos para jogadores, treinadores e empresários de forma oculta, contornando impostos e conflitos de interesses. Apesar disso, encontrar um nome como Fernando Santos, um treinador conhecido por nunca ter sentido necessidade de contratar um agente para o representar, é uma surpresa. Mas aconteceu.

No meio dos 11,9 milhões de ficheiros dos Pandora Papers, um projeto coordenado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), de que o Expresso é parceiro, foi descoberto um acordo de cedência de direitos de imagem no valor de €480 mil que envolveu o selecionador nacional de Portugal quando era treinador do Benfica, há 15 anos.