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Futebol nacional

Sp. de Braga confirma buscas e garante "lisura dos atos de gestão" da SAD

Num comunicado, a SAD liderada por António Salvador confirma ter recebido “no Estádio Municipal de Braga uma equipa de inspetores tributários e membros do MP, os quais solicitaram acesso a documentação (…), tendo sido prontamente prestada toda a informação e colaboração requerida

Lusa

HUGO DELGADO

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O Sporting de Braga confirmou esta quarta-feira que foi alvo de buscas por parte do Ministério Público (MP) e da autoridade tributária, garantindo total segurança na “lisura dos atos de gestão praticados” pela sua SAD.

Num comunicado, a SAD liderada por António Salvador confirma ter recebido “no Estádio Municipal de Braga uma equipa de inspetores tributários e membros do MP, os quais solicitaram acesso a documentação (…), tendo sido prontamente prestada toda a informação e colaboração requerida, conforme a postura altamente colaborante que o Sporting de Braga sempre teve perante as autoridades”.

Os responsáveis ‘arsenalistas’ recordam um comunicado de 4 de março de 2020, que praticamente decalca o de hoje, e surgiu também após buscas ao clube pela autoridade tributária no âmbito da operação ‘Fora de Jogo’, frisando que “a SAD e os seus responsáveis estão totalmente seguros da lisura dos atos de gestão praticados e estarão sempre disponíveis para ceder toda a documentação e informação necessária, cientes de que a mesma é perentória quanto ao detalhe de cada operação realizada por esta sociedade e por todos os seus responsáveis”.

O MP realizou hoje “cerca de duas dezenas de buscas domiciliárias e não domiciliárias”, por suspeitas de negócios simulados entre clubes de futebol e terceiros, com valores a rondar os 15 milhões de euros.

Em comunicado, o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) deu conta da realização destas buscas em instalações de Sociedades Anónimas Desportivas (SAD), empresas e escritório de advogados.

O MP acrescenta que estas diligências foram ordenadas na sequência da análise do material apreendido no decurso das buscas realizadas em março de 2020, na operação então designada de ‘Fora de Jogo’, e que “os factos em investigação são suscetíveis de integrarem crimes de fraude fiscal, fraude à segurança social e branqueamento de capitais”.

A operação ‘Fora de Jogo’ levou, em 4 de março de 2020, à constituição de 47 arguidos, 24 pessoas coletivas e 23 pessoas singulares, após buscas em várias entidades ligadas ao universo do futebol.