Tribuna Expresso

Perfil

  • Bob McTavish, o pioneiro das pranchas pequenas que experimentou LSD antes de encontrar as Testemunhas de Jeová

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    Tinha 14 anos e quando mexeu na primeira prancha de surf, que lhe custou 10 dólares. Depois, na década de 60, foi dos primeiros shapers a fazer shortboards, numa época em que o surf ainda tinha toda a gente a colocar-se de pé em cima de longboards. Já esteve falido duas vezes nesta vida de fazer pranchas e foi “um hippie da contracultura”, que experimentou marijuana e ácidos, antes de as Testemunhas de Jeová lhe baterem à porta e darem a explicação para “o mundo estar uma bagunça”. Aos 74 anos, Bob McTavish não quer parar e gosta de fazer pranchas para “o surf bonito, que mostra o melhor das pessoas”

  • Mike Stewart: “Não interessa o tamanho da onda, basta a água salgada para te sentires melhor. É a única garantia que tenho na vida”

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    Faltou à própria cerimónia de graduation do liceu, algo que desaconselha a fazerem, para ir à primeira competição em que participou deitado numa prancha. Garante que está em melhor forma hoje, aos 55 anos, do que nessa altura. Chamam a Mike Stewart, nove vezes campeão do mundo, o padrinho do bodyboard, que teve “a sorte” de muito cedo ter começado a trabalhar com Tom Morey, o pai da modalidade, que se levantou da cadeira durante o seu casamento. Há Kelly Slater no surf e há Mike Stewart no bodyboard, a lenda viva que esteve em Viana do Castelo, na etapa do circuito mundial, e explicou à Tribuna Expresso como a animosidade entre as duas modalidades apareceu quando "a perceção de ser cool" começou a ser associada ao surf

  • João Kopke: “Se um surfista normal vivesse a minha vida durante um dia, ia dar em maluco”

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    João Kopke ouve amigos e outros surfistas dizerem-lhe que está a desperdiçar talento e que deveria usá-lo no circuito mundial de qualificação para tentar competir entre os melhores. Mas ele não é o típico surfista: antes foi campeão na ginástica acrobática e hoje também é músico, especializado no canto lírico e no contrabaixo, como instrumento. Aos 23 anos, João é mais o surfista menos surfista que tem hipótese de ser campeão nacional quase "sem querer", porque, "se for apenas competição, o surf "não [lhe] dá tudo o que tem de dar" e que ele recebe viajando, contando histórias, estudando e gravando vídeos ( Esta é a primeira entrevista da nova rubrica "H2O", em que a Tribuna Expresso falará com quem vive dos desportos de ondas.)