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89% dos atletas olímpicos portugueses defendem adiamento dos Jogos de Tóquio

Após auscultar os atletas integrados no Projeto Tóquio 2020, João Rodrigues comunicou à Comissão de Atletas Olímpicos internacional que a maioria dos atletas portugueses defende o adiamento do maior evento desportivo do mundo. 82% dos inquiridos consideram que, a manter-se as datas previstas, os Jogos não seriam justos do ponto de vista desportivo

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Tomohiro Ohsumi/Getty

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A Comissão de Atletas Olímpicos (CAO) informou, esta segunda-feira, a sua congénere do Comité Olímpico Internacional que a maioria dos atletas portugueses integrados no Projeto Tóquio 2020 defende o adiamento dos Jogos Olímpicos.

Esta manifestação de vontade surge no seguimento do que têm sido os últimos desenvolvimentos relativos ao cenário de adiamento da realização dos Jogos Olímpicos, previstos para daqui a quatro meses, e no dia em que o Comité Olímpico de Portugal também pediu ao Comité Olímpico Internacional para cancelar o evento por tempo indeterminado devido à pandemia de COVID-19.

A decisão da CAO, liderada por João Rodrigues, o velejador português com mais presenças olímpicas, foi tomada após auscultação dos atletas atualmente integrados no Projeto Tóquio 2020, estivessem ou não já qualificados. Nesse sentido, a CAO elaborou um questionário, que foi enviado aos 89 atletas referidos.

Ao inquérito da CAO responderam 74 atletas, ou seja, 83% dos atletas integrados no Projeto Tóquio 2020. Destes, 89% são da opinião de que os Jogos deveriam ser adiados, com cerca de dois terços a advogar o adiamento para 2021.

Por outro lado, 82% dos atletas consideram que, a manterem-se as datas atuais, os Jogos Olímpicos não seriam justos do ponto de vista desportivo. Dos inquiridos, apenas 42% considera ter as condições mínimas para treinar, embora sem a exigência que a preparação olímpica obriga.