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COP envia carta ao Comité Olímpico Internacional a pedir adiamento dos Jogos de Tóquio

Comité Olímpico de Portugal quer "rapidez numa solução de adiamento que tranquilize os atletas e as organizações desportivas" e lembra a dificuldade dos atletas em treinar-se nas melhores condições, numa altura em que faltam apenas quatro meses para os Jogos Olímpicos de Tóquio

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Paul Gilham/Getty

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O Comité Olímpico de Portugal (COP) junta-se aos já vários comités olímpicos que pedem o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio, marcados para meados de julho. Esta segunda-feira, seguiu para Thomas Bach, presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), uma carta a solicitar que "rapidamente possa anunciar ao Mundo uma solução de adiamento que tranquilize os atletas e as organizações desportivas" e que os Jogos Olímpicos se possam realizar "em paz e segurança para todos".

Numa nota deixada no seu site oficial, o COP lembra que Thomas Bach pediu a todos os atletas que continuassem a fazer a sua preparação para os Jogos e que na carta enviada ao COI defende que esse pedido "comporta um risco elevado e envolve uma inequívoca pressão sobre os atletas, num momento em que as orientações generalizadas das autoridades de saúde mundiais insistem para a importância das pessoas ficarem em casa, resultando assim no fecho de todos os centros de treino".

O COP sublinha ainda a necessidade de não afectar a imagem do Movimento Olímpico e mostra-se contra "colocar a saúde e a vida dos atletas em causa nesta batalha". Lembra ainda na carta que em Portugal existe um quadro legal que permite o acesso aos centros de treino por parte dos atletas", mas que a "multiplicidade de entidades gestoras destes espaços" torna complicado esse acesso já que não existem "condições para assegurar" o funcionamento dos espaços "sem pôr em risco os seus colaboradores".

"Há modalidades desportivas que, por força das suas condições de treino, envolvem elevados níveis de exposição ao risco, não sendo possível encontrar soluções de treino em segurança de acordo com as orientações das autoridades de saúde, o que acentua ainda mais os desequilíbrios competitivos e de preparação de atletas gerados por esta situação sem precedentes", pode ler-se ainda na carta do COP.