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"O cancelamento não é uma possibilidade", diz o primeiro-ministro do Japão, mas adiamento de Tóquio 2020 "pode ser inevitável"

Shinzo Abe admitiu pela primeira vez que poderá ser impossível realizar os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020 já que "os atletas estão em primeiro lugar". Uma decisão oficial só deverá ser tomada daqui a quatro semanas

Lusa

CHARLY TRIBALLEAU

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A decisão de adiar Tóquio2020 "poderá ser inevitável" se a pandemia do coronavírus tornar impossível organizar os Jogos Olímpicos com segurança, reconheceu esta segunda-feira, pela primeira vez, o primeiro-ministro japonês.

Perante o parlamento japonês, Shinzo Abe garantiu que o país continuava empenhado em organizar os Jogos Olímpicos nas melhores condições, mas "se isso se tornar difícil, tendo em conta em primeiro lugar os atletas", a decisão de um adiamento "poderá ser inevitável".

Apesar da propagação da pandemia da covid-19 no mundo e as crescentes interrogações em torno de Tóquio2020, Abe não tinha ainda abordado esta opção oficialmente.

Esta posição do chefe do Governo nipónico surgiu depois de, no domingo, o Comité Olímpico Internacional (COI) ter levantado a possibilidade de adiar o evento, depois de um prazo de quatro semanas para tomar uma decisão com todos os seus parceiros.

"A anulação não é uma possibilidade", insistiu Abe, retomando as declarações do presidente do COI Thomas Bach que, na véspera, tinha declarado que anular os Jogos seria "destruir o sonho olímpico".

Nos últimos dias, o organismo responsável pelos Jogos tem sido pressionado por vários comités e federações, que defendem o adiamento do evento, por considerarem que existe risco para a saúde e bem-estar dos atletas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 324 mil pessoas em todo o mundo, das quais mais de 14.300 morreram.