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Presidente da Federação de Atletismo aplaude adiamento dos Jogos de Tóquio: "Decisão peca por tardia"

Jorge Vieira diz que esta é uma boa decisão, embora atrasada, e defende que o adiamento do maior evento mundial é a medida “mais justa para toda a comunidade desportiva”

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Clive Rose/Getty

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Poucas horas após o anúncio do adiamentos dos Jogos Olímpicos de Tóquio para 2021, o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA) afirmou que esta foi “uma boa decisão, embora atrasada”. Para Jorge Vieira, a deliberação do Comité Olímpico Internacional já deveria ter sido tomada há uns dias, por ser a medida “mais justa para toda a comunidade desportiva”, explicou.

“Entendo como deve ter sido difícil tomar esta decisão, mas devemos elogiá-la, até porque a esmagadora maioria do mundo do desporto já clamava por este desfecho”, disse ainda Jorge Vieira, adiantando “que este momento nos permite ter uma visão internacional diferente do futuro, enquadrando a atividade numa perspetiva mais abrangente”.

O líder federativo lembrou que a pressão de melhorar condições de treino dos atletas com vista à qualificação para os Jogos Olímpicos estava a encontrar um calendário cada vez mais apertado e, em alguns casos, até estava a sr colocado em causa. Jorge Vieira conclui, por isso, que foi a decisão que “repõe toda a justiça nesta questão”, relembrando que, em todos os inquéritos feitos a atletas de alta competição a nível mundial, os resultados foram “precisamente” a advogar o adiamento.

A Comissão de Atletas Olímpicos, liderada pelo velejador João Rodrigues, avançou que 89% dos dos atletas do Projeto 2020 revelou-se a favor do adiamento dos Jogos de Tóquio.

O presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), Thomas Bach, e o primeiro ministro do Japão, Abe Shinzo, realizaram uma conferência esta manhã para discutir o ambiente de mudança constante relação à covid-19 e as suas consequências para os Jogos Olímpicos Tóquio 2020. Presente esteve ainda Mori Yoshiro, presidente do Comité Organizador de Tóquio 2020, o ministro olímpico, Hashimoto Seiko, o governador de Tóquio, Koike Yuriko, o presidente da Comissão de Coordenação do COI, John Coates, o Diretor Geral do COI, Christophe De Keppe,; e o diretor executivo dos Jogos Olímpicos do COI, Christophe Dubi.

Em comunicado, a Federação Portuguesa de Ateltismo, recorda a propagação sem precedentes do novo coronavírus, surto imprevisível que deteriorou “todas as condições no mundo”, frisando que o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que a pandemia do COVID-19 está “acelerando". Attualmente, há mais de 375.000 casos registados a nível global e em quase todos os países.

Nas atuais circunstâncias, e com base nas informações fornecidas nesta terça-feira pela OMS, o Presidente do COI e o Primeiro Ministro do Japão concluíram que os Jogos da XXXII Olimpíada de Tóquio devem ser remarcados para uma data posterior a 2020, mas o mais tardar no verão de 2021, para proteger a saúde dos atletas, de todos os envolvidos nos Jogos Olímpicos e na comunidade internacional.

Os líderes concordaram que os Jogos Olímpicos de Tóquio poderiam ser um farol de esperança para o mundo durante estes tempos conturbados e que a chama olímpica poderia tornar-se a luz no fim do túnel em que o mundo se encontra atualmente. Portanto, foi acordado que a chama olímpica permanecerá no Japão. Também foi acordado que os Jogos manterão o nome de Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio 2020.