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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

Para irem aos Jogos Olímpicos, os atletas brasileiros têm de tirar um curso antirracismo (e é grátis)

"Queremos contribuir para a construção de uma cultura antirracista".

Issei Kato

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O Comité Olímpico do Brasil (COB) criou um curso para combater o racismo no desporto, que será obrigatório para qualquer brasileiro, quer seja atleta, membro de comissão técnica ou treinador, que queira participar nos Jogos Olímpicos de Tóquio.

Desenvolvido pelo Instituto Olímpico Brasileiro, com a cooperação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o curso "Desporto Antirracista: Todo Mundo Sai Ganhando" também será dirigido a profissionais das ciências desportivas e a amantes do desporto.

"Pensamos no curso como uma forma de apresentar informações, conceitos e ferramentas em relação ao racismo, para que todos os envolvidos com o desporto possam identificá-lo e combatê-lo", disse o campeão olímpico e diretor-geral do COB, Rogério Sampaio, citado em comunicado.

"Queremos contribuir para a construção de uma cultura antirracista, em que todos sejam responsáveis por um ambiente desportivo baseado na ética, justiça e igualdade", acrescentou.

"Ainda existe racismo no Brasil?", "Aprendendo os conceitos" e "Sejamos todos antirracistas!" são os três módulos que compõem este curso, cuja duração total é de 30 horas e pode ser feito de forma virtual.

O curso é gratuito e pode ser acedido através do 'site' do COB.

A iniciativa junta-se a outras já lançadas pelo Comité para promover os valores olímpicos e prevenir abusos e assédio dentro e fora do desporto.