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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

Pfizer vai fornecer vacinas a atletas e membros das delegações participantes nos Jogos de Tóquio2020

Os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram esta quinta-feira que firmaram um memorando de entendimento com o Comité Olímpico Internacional (COI). As duas empresas vão “agir em coordenação com os comités olímpicos em todo o mundo” para vacinar os atletas a partir de finais de maio

Lusa

Annice Lyn/Getty

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Os laboratórios Pfizer e BioNTech anunciaram esta quinta-feira que firmaram um memorando de entendimento com o Comité Olímpico Internacional (COI) para fornecer vacinas contra a covid-19 aos atletas e membros das delegações participantes nos Jogos Tóquio2020.

As duas empresas vão “agir em coordenação com os comités olímpicos em todo o mundo” e as primeiras entregas das vacinas começarão no final de maio, disseram, em comunicado, especificando que essas doses serão adicionadas aos pedidos dos diferentes países.

O COI descartou tornar a vacinação obrigatória para os Jogos Olímpicos Tóquio2020, adiados para este ano devido à pandemia de covid-19 e a realizar entre 23 de julho e 08 de agosto, mas incentivou todos os participantes a serem vacinados.

As primeiras entregas da vacina da Pfizer-BioNTech devem começar “no final de maio, quando possível”, “para garantir que todos os membros das delegações participantes recebam a segunda dose antes da chegada a Tóquio”, especificam.

“Esta doação de vacina é mais um instrumento no kit de ferramentas de medidas que ajudarão a tornar os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Tóquio2020 um evento seguro para todos os participantes, ao mesmo tempo em que mostramos a nossa solidariedade ao anfitrião, o Japão”, referiu o presidente do COI, Thomas Bach.

Os Jogos Olímpicos devem receber cerca de 11 mil atletas, mas muitos deles já foram vacinados por meio de seus programas nacionais, “ou receberam a promessa de ser”, segundo o COI.

“Ao aceitar a vacina [atletas e membros das delegações] podem enviar uma mensagem poderosa, que não é apenas a sua saúde pessoal que está em jogo, mas também a solidariedade e o bem-estar dos outros”, acrescentou Thomas Bach.

O acordo surge numa altura em que Tóquio e várias cidades japonesas foram uma vez mais colocadas em estado de emergência, perante o aumento do número de casos de covid-19, alimentando dúvidas sobre a realização dos Jogos Olímpicos.

Na tentativa de apaziguar o ceticismo da população japonesa, em grande parte a favor de um novo adiamento ou cancelamento, os promotores de Tóquio2020 reforçaram na semana passada as medidas restritivas impostas às delegações olímpicas e à comunicação social.