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Tóquio 2020

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Presidente do Comité Olímpico chega a Tóquio em dia de possíveis novas restrições

Novo estado de emergência deverá ser anunciado esta quinta-feira e estará em vigor até 22 de agosto. "Com o aumento da circulação de pessoas, a variante mais infecciosa do Delta é agora responsável por cerca de 30% dos casos. Espera-se que este número aumente ainda mais", disse Yasutoshi Nishimura, ministro japonês responsável pela covid-19

Lusa

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O Presidente do Comité Olímpico Internacional (COI), chegou esta quinta-feira a Tóquio, no dia em que o Japão debate possíveis novas restrições devido ao agravamento da pandemia, a duas semanas antes da esperada abertura das Olimpíadas.

Thomas Bach, cumprimentou os repórteres ao chegar ao hotel onde será mantido sob uma quarentena de três dias.

O presidente do COI aterrou em Tóquio no dia em que o Governo japonês debate uma nova emergência sanitária que pode reduzir ou banir completamente os espectadores dos Jogos.

"Com o aumento da circulação de pessoas, a variante mais infecciosa do Delta é agora responsável por cerca de 30% dos casos. Espera-se que este número aumente ainda mais", disse Yasutoshi Nishimura, ministro japonês responsável pela covid-19.

Nishimura disse que o novo estado de emergência sanitária, a ser oficializado ainda esta quinta-feira, duraria até 22 de agosto e fixaria um limite de 5000 espectadores ou 50% da capacidade de um local.

O álcool será proibido em bares e restaurantes, que terão de fechar às 20h00. Eventos como concertos terão de terminar às 21h00.

"Esperamos conter a propagação das infeções colocando Tóquio em estado de emergência", disse o ministro.

Embora o arquipélago japonês tenha sido relativamente poupado até agora pela pandemia de covid-19, com cerca de 14.900 mortes registadas oficialmente desde o início de 2020, o programa de vacinação tem progredido muito lentamente.

Um pouco mais de 15% da população foi totalmente vacinada até agora, e os especialistas temem que a variante Delta possa causar uma nova onda que poderá sobrecarregar os hospitais no Japão, que tem sofrido várias emergências sanitárias desde 2020.