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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

Pode "o máximo" de Marcos Freitas valer mais do que o 5.º lugar nos Jogos do Rio em 2016?

O português que, há cinco anos, ficou muito perto das medalhas olímpicas, volta a chegar a uns Jogos Olímpicos como o mesa-tenista nacional com melhor ranking. Marcos Freitas, que conquistou a medalha de bronze no último Europeu, avisa, contudo, que "é uma prova muito difícil, com 70 atletas para três medalhas"

Lusa

Anthony Dibon/Getty

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O português Marcos Freitas explica à "Lusa" que o quinto lugar no Rio2016, o melhor de sempre do ténis de mesa luso, “já é passado” e quer antes olhar em frente e “dar o máximo” em Tóquio2020.

“Esse quinto lugar já é passado. Está conquistado, é o melhor resultado de sempre no ténis de mesa, para mim, está tranquilo, olho em frente. Sinto que posso fazer cada vez melhor, esse quinto lugar dá-me confiança, mas o mapa [de prova] vai ser diferente, passaram cinco anos. Vamos ver”, explica à "Lusa", durante o estágio em Vila Nova de Gaia.

O madeirense vai competir no quadro de singulares mas também por equipas, ao lado de Tiago Apolónia e João Pedro Monteiro, numa equipa que inclui ainda Fu Yu e Shao Jieni, ambas no mapa feminino de singulares.

O trio masculino vai para os quartos Jogos, com o ponto alto a ser o quinto lugar em Londres 2012, mas essa experiência, “sempre boa”, pode não fazer “assim tanta diferença”.

“A maior parte dos adversários também tem ido às últimas edições. Há sempre estreantes, mas é uma prova diferente. Importante é dar o máximo”, atira.

Se toda a gente “quer dar medalhas”, Marcos Freitas quer “ver o mapa” para poder sonhar com o sonho de “qualquer atleta”, ganhar medalhas, mas o torneio de singulares “é uma prova muito difícil, com 70 atletas para três medalhas”.

O ano “atípico” da covid-19 foi “difícil”, admite, até porque teve “períodos de quatro, cinco, seis meses sem nenhum jogo oficial”, o que tornou complicado arranjar motivação “no dia a dia no treino, saber o nível, sem jogos para comprovar”.

Ainda assim, foi terceiro no torneio de singulares do Europeu deste ano e vê-se “num bom momento de forma”.

Já por equipas, orgulha-se de uma “seleção muito forte, com muita experiência”, que quer dar tudo “por Portugal”.

Quanto a Paris 2024, agora “já daqui a três anos”, o processo “vai ser tudo mais rápido”. “Tenho sentido que os anos passam muito rápido. Os Jogos são a prova mais importante e serão sempre o meu foco. Será também um objetivo”, confessa.

Fu Yu e estar nos Jogos com 42 anos

Já Fu Yu, que vai competir no torneio de singulares femininos, descarta falar à "Lusa" sobre Paris2024, chegando a Tóquio 2020 com 42 anos.

“Para já não estou a pensar nisso. No Rio 2016, não estava a pensar em jogar estes. Aguentei até agora. Não posso dizer se aguento mais ou não aguento. Vamos ver”, remata a natural de Hebei, na China, e a residir na Madeira.

A atleta confessa não saber o que esperar no Japão, nuns Jogos marcados pela covid-19 e pelas apertadas restrições sanitárias.

“A primeira vez foi uma coisa incrível... desta vez, nem sei como vai estar. O silêncio, talvez...”, reflete Fu Yu.

Portugal vai estar representado por 92 atletas, em 17 modalidades, nos Jogos Olímpicos Tóquio2020, que vão ser disputados entre 23 de julho e 8 de agosto, depois do adiamento por um ano, devido à pandemia de covid-19.