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Tóquio 2020

Tóquio 2020

Jogos Olímpicos

Em busca de novos heróis olímpicos

Phelps e Bolt já lá não estão, e por isso os Jogos Olímpicos de Tóquio serão também de renovação. Em Portugal, pensa-se em medalhas

Lídia Paralta Gomes

FOTO SOPA Images/Getty Images

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Há cinco anos, em plena cerimónia de encerramento dos Jogos Olímpicos do Rio, quando o então primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, surgiu vestido com o traje da personagem Mário, empoleirado num daqueles canos característicos do supervideojogo que é uma das grandes exportações japonesas, houve uma espécie de bruá a percorrer o Estádio do Maracanã. Não só não é habitual ver um chefe de Governo a alinhar num faz-de-conta daqueles, como os então ainda longínquos Jogos de Tóquio 2020 pareciam uma espécie de depuração do ar: apesar do enorme sucesso desportivo do Rio 2016, a certeza ali era que Tóquio seria uma cidade infinitamente mais preparada para receber uns Jogos.

O que ninguém poderia prever, entre os 80 mil espectadores, mais uns quantos milhares de atletas, era que em 2020 nem sequer haveria Jogos Olímpicos. Que os anos de preparação específica para aquele que é o zénite para a maioria dos desportistas, a presença no maior evento desportivo planetário, seriam travados por uma pandemia invisível, insidiosa e desconhecida. Nunca na história uns Jogos haviam sido adiados. Cancelados, sim, na altura das duas Guerras Mundiais. Mas adiados ou realizados num ano ímpar, isso nunca.