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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

"Sinto-me mais forte fisicamente e em melhor forma do que antes de estar grávida": longe de Charlie, Alex Morgan vai atrás do ouro

O adiamento dos Jogos Olímpicos não foi uma má notícia para toda a gente. Alex Morgan, avançada da seleção dos Estados Unidos, foi mãe, teve tempo para estar com a família e para retomar a forma física. "Foi definitivamente um alívio para mim", admitiu. Agora estará longe de Charlie, mas promete que vai valer a pena

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Brad Smith/ISI Photos

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A pandemia fez o mundo de muita gente dar voltas que não estavam previstas, nomeadamente ao dos atletas, tão ansiosos e tão angustiados por competir no maior palco da história do desporto, os Jogos Olímpicos.

Mas, apesar de tudo o que está atrelado à trágica crise sanitária que vem assolando e mudando o mundo, há quem não esteja totalmente desgostoso com o adiamento dos JO de Tóquio.

Alex Morgan, striker da equipa de futebol dos Estados Unidos, é um desses casos em que a fortuna chegou de uma forma bizarra. Em dose dupla, pois foi mãe e teve tempo para dar corda ao corpo e retomar a boa forma física necessária para competir ao mais alto nível.

Brad Smith/ISI Photos

“Atendendo às circunstâncias, foi simplesmente uma oportunidade extra para mim, para eu recuperar o meu corpo, passar muito tempo com a minha filha e ter tempo para voltar aos campos”, disse a internacional norte-americana em entrevista ao site da FIFA.

Apesar dessa fortuna, Morgan admite que foram tempos assustadores, pois a pandemia ia sempre desenvolvendo novas faces e desafios, principalmente no seu país, um dos mais castigados.

“Mas foi definitivamente um alívio para mim saber que podia passar um pouco de tempo em casa, com o meu marido e com a minha filha, numa altura em que todas estavam a ser forçadas a afastarem-se do campo de futebol, e que eu teria tempo para me preparar para Tóquio”, admitiu.

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Alex Morgan, atualmente a jogar nos Orlando Pride, depois de uma curta passagem pelo Tottenham, diz que está melhor do que estava antes de Charlie nascer. “Sinto-me mais forte fisicamente e em melhor forma do que antes de estar grávida. É uma coisa estranha e é difícil de explicar, porque eu não sinto que tenha necessariamente trabalhado mais no ginásio ou no treino. Mas eu sinto uma diferença no meu corpo, e é uma mudança para melhor”, garantiu.

Um dos maiores desafios será certamente estar afastada da pequena Charlie durante a competição. "Vou sentir tanta falta da minha menina este mês. Charlie, miúda, vou fazer com que valha a pena", prometeu numa publicação no Instagram.

Morgan diz estar a viver uma grande fase, “tanto pessoalmente como com a equipa”, e também que está ansiosa por viver um grande momento como aquele no verão de 2019, quando a seleção dos Estados Unidos foi campeão do mundo.

“Passam também nove anos desde que ficámos no topo do pódio, em [Londres] 2012, por isso a maioria desta equipa não experienciou o sucesso neste torneio. Isso é uma motivação extra”, disse ainda a avançada, de 32 anos.

Os Estados Unidos estão inseridos no Grupo G, com Suécia, Nova Zelândia e Austrália, com quem jogam a 21, 24 e 27 de julho, respetivamente.