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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

Depois da proibição, organização dos Jogos Olímpicos recua e partilha fotografia de futebolistas com o joelho na relva

Ao segundo dia de competição, e depois de uma notícia avançada pelo "The Guardian", a organização dos JO deixou de proibir as equipas das rede sociais de partilharem fotografias de atletas ajoelhados em protesto

Rita Meireles

Masashi Hara

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Depois de na passada quarta-feira ter sido conhecida a decisão do Comité Olímpico Internacional e da organização dos Jogos Olímpicos de Tóquio de proibir as suas equipas responsáveis pelas redes socias de publicarem fotografias de atletas ajoelhados antes dos jogos, esta quinta-feira essa regra foi descartada, segundo avançou o jornal "The Guardian".

A mudança de posição por parte da organização dos Jogos Olímpicos ficou clara na conta oficial da rede social Twitter, onde foi publicada a fotografia de Lucy Bronze (percorrer galeria do tweet abaixo), jogadora de futebol da Team GB, ajoelhada antes do jogo frente ao Chile, que as britânicas venceram por 2-0.

No tweet, que tem como objetivo dar os destaques do primeiro dia do torneio de futebol, há ainda a referência à situação que anteriormente ia ser omitida: “As jogadoras ajoelharam-se antes da competição”, lê-se.

Os atletas estão autorizados a realizar este tipo de protesto e prestar a sua solidariedade com as pessoas que sofrem com descriminação, racismo e insultos, ainda que, inicialmente, o Comité Olímpico tenha aplicado a chamada ‘Regra 50’, que proibia os atletas de fazerem qualquer tipo de demonstração de “propaganda política, religiosa ou racial” nos recintos das competições ou outros locais associados aos Jogos.

De momento, os atletas têm liberdade para realizar este protestos no recinto onde vão competir, mas caso o façam no pódio durante a cerimónia de entrega de medalhas ainda podem arriscar sanção.