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Jogos Olímpicos

Tiros, valentia e 15 minutos fatais: seleção portuguesa de andebol estreia-se com derrota frente ao Egipto mas deixa bons sinais

Portugal perdeu por 31-37 com a seleção africana, que cavalgou a diferença no marcador nos últimos 15 minutos do jogo. "Neste tipo de jogos os erros pagam-se caro, errámos muito, perdemos algumas bolas", analisou no fim Pedro Portela. Portugueses voltam a jogar na segunda-feira

Hugo Tavares da Silva

Dean Mouhtaropoulos

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Portugal começou a vencer e o Egito foi crescendo, mas o equilíbrio rapidamente pautou o primeiro tempo, que terminou com um empate a 15 golos, com os guarda-redes a assinarem grandes defesas. Uma rosca de Diogo Branquinho, pura magia, um tiro da canhota de João Ferraz e um chapéu de Pedro Portela foram alguns dos bons momentos desta primeira parte.

A seleção portuguesa teve três exclusões nestes primeiros 30 minutos contra uma dos egípcios, demostrando organização, energia e solidariedade. “Sempre ajuda”, ouvia-se ao intervalo. Todos remates de Portela (4), Victor Iturriza (2) e Ferraz (2) acabaram dentro da baliza de Karim Hendawy.

Do outro lado, Ahmed Elahmar celebrou o golo 1000 pela seleção africana. Yahia Omar e Ahmed Mohamed, com quatro e três golos, foram os melhores finalizadores.

O equilíbrio converteu-se em desequilíbrio a partir de meados do segundo tempo, com os egípcios cada vez mais venenosos na saída para o ataque, algo que se deixou de verificar na outra área. A 10 minutos do fim, Portugal perdia por 31-26.

A solidez defensiva esfumou-se então a partir dos minutos 15, para o qual não contribuiu nada mais duas exclusões de dois minutos, desequilibrando os jogos de encaixes.

Portugal fez 16 golos neste segundo tempo, mais um do que na primeira parte, já o Egipto elevou os padrões do seu jogo e chegou até aos 37 golos. E assim terminou: 37-30.

Portela com cinco golos (100% eficácia), Ferraz com seis (60%) e André Gomes com outros cinco (71%) foram os melhores marcadores da seleção portuguesa. A eficácia de remate dos portugueses foi de 65%, muito longe dos quase 80% dos africanos.

"Neste tipo de jogos os erros pagam-se caro, errámos muito, perdemos algumas bolas", explicou no fim Portela. "Com equipas com a qualidade do Egipto, matam-nos no contra-ataque. É o primeiro jogo. Vamos ver os erros que cometemos, estaremos melhor no segundo jogo."

No outro jogo do Grupo B, o de Portugal, a Suécia bateu o Bahrein por 32-31. No Grupo A, a Noruega venceu o Brasil (27-24), a França bateu a Argentina (33-27) e a Espanha superou a Alemanha (28-27).

São, assim, dois grupos com seis equipas e passam as quatro melhores de cada um para os quartos de final, pelo que duas vitórias podem ser o suficiente para seguir em frente.

Portugal volta a entrar em campo na segunda-feira, dia 26, às 11h30 da manhã em Lisboa, contra o Bahrein.