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Jogos Olímpicos

Paulo Jorge Pereira, o jet lag e o coração “que valeu muito” para ganhar ao Bahrain

O selecionador nacional diz que a sua equipa ainda não se livrou do jet lag que as oito horas de diferença para Portugal causam e que isso tem sido decisivo nas duas exibições menos consistentes da equipa a abrir o torneio olímpico. Paulo Jorge Pereira espera que para o jogo com a Suécia, na quarta-feira, isso já não seja um problema

TIAGO PETINGA/Lusa

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“Custou-nos imenso ganhar este jogo”. As primeiras palavras de Paulo Jorge Pereira são elucidativas do quase alívio que se apoderou da seleção nacional de andebol, após a primeira vitória no torneio olímpico, depois de uma dura batalha com o Bahrain que só ficou decidida na buzina. Dificuldades já esperadas, depois da equipa asiática ter dado muito trabalho à Suécia na 1.ª jornada.

“Sabíamos que o Bahrain ia ser muito complicado, eles têm um modelo de jogo extraordinário, ao nível do 1x1, dos duelos. É gente com muita mobilidade, são mais baixos que nós e isso para nós é um problema difícil de solucionar, embora tivéssemos preparado minimamente essa situação. Mas não funcionou durante quase o jogo todo, só funcionou mais ou menos nos últimos 10 minutos. Aí conseguimos ter êxito defensivo nas ajudas e isso foi determinante para vencer”, sublinhou o selecionador nacional na zona mista do Yoyogi National Stadium, lembrando que houve erros “pouco normais” e que “o coração valeu muito” na hora de arrancar uma vitória essencial para Portugal continuar a pensar nos quartos de final.

Nos dois primeiros jogos deste torneio olímpico tem faltado ritmo a Portugal, é visível, mas o treinador tem uma desculpa que espera que possa desaparecer nas próximas horas.

“Em termos ofensivos notou-se bem os efeitos do jet lag. Nós estamos a ter muita paciência com esta malta, é preciso mesmo ter muita paciência. É uma experiência diferente para todos, estamos a oito horas de diferença. Para adquirir os níveis normais demora cerca de um dia e meio por cada hora de jet lag. Vamos dizer que a partir de amanhã já não há efeitos. Contra a Suécia acabou o jet lag”, aponta, dando o exemplo de André Gomes.

“Não sei se viram, mas o André Gomes hoje não esteve cá. E é um jogador muito importante para nós. O Capdeville foi um dos atletas a quem custou muito acertar o sono. Não conseguia dormir. Mas ele já chegou”. Já chegou e de que maneira: o guarda-redes somou 13 defesas no jogo e foi “fantástico naquele momento decisivo”, frisa o selecionador nacional.

Frente à Suécia, na quarta-feira, a tática será necessariamente diferente: “Têm outro tipo de argumentos. Têm um requinte tático e técnico fantástico. Mas é uma abordagem diferente nas questões defensivas, que já está preparada há algum tempo. Vamos ver se conseguimos que funcione, vocês já verão o que vamos fazer contra eles. Alguma coisa vamos fazer, não vamos ficar à espera que as coisas aconteçam”.