Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Tóquio 2020

Tóquio 2020

Jogos Olímpicos

Luta pela igualdade salarial continua: jogadoras da seleção dos EUA recorrem da decisão do tribunal

Em resposta à decisão de um juiz que deu razão à Federação de Futebol dos Estados Unidos, a equipa feminina norte-americana iniciou o percurso nos Jogos Olímpicos com a apresentação de um recurso

Rita Meireles

Atsushi Tomura

Partilhar

A equipa de futebol feminino dos Estados Unidos regressou à competição nos Jogos Olímpicos e aproveitou o momento de visibilidade para dar mais um passo no processo que toda a equipa instaurou contra a Federação de Futebol dos EUA.

Após a decisão do tribunal norte-americano, tomada em maio de 2020, de rejeitar as exigências das jogadoras em relação à igualdade salarial, 28 integrantes e antigas integrantes da equipa juntam-se agora para apresentar um recurso, argumentando que a decisão que o tribunal tomou passa por dizer que as mulheres só podem ganhar o mesmo salário que os homens se trabalharem mais e tiverem um desempenho superior.

Na sua decisão, o juiz R. Gary Klausner argumentou que a equipa feminina recebeu uma quantia maior do que a equipa masculina durante os anos em que o processo judicial esteve em tribunal. As jogadoras contrapõem com o facto de terem vencido mais vezes do que os colegas, sendo que só assim conseguem chegar a um valor superior.

Além disso, o tribunal justifica a decisão com o facto de que “a Seleção Nacional Feminina negociou uma estrutura salarial diferente da Seleção Nacional Masculina”. No documentário “LFG”, que acompanha a equipa norte-americana neste processo, as jogadoras defendem-se deste argumento através do desconhecimento dos valores envolvidos no contrato do lado masculino.

Em comunicado, duas das caras desta luta reagiram ao recurso apresentado pela equipa. Megan Rapinoe considera que todas as jogadoras acreditam nesta causa e conhecem o valor que a equipa tem, agora “chegou a hora da Federação fazer o mesmo”.

Sem virar a cara à luta, Christen Press garante: “Qualquer pessoa que conheça esta equipa sabe que nós não desistimos até ganharmos”, lê-se, em comunicado.

Este processo legal começou em 2016, com as jogadoras a argumentar que estavam em desvantagem no que toca a bónus, taxas de presença nos jogos ou dinheiro para refeições.