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Tóquio 2020

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O que tem Djokovic a dizer sobre a pressão? “É um privilégio. Sem ela, não há desporto profissional”

O tenista sérvio, que está em Tóquio a tentar ser o primeiro da história a conseguir um Golden Slam (vencer os quatro Grand Slams, mais a medalha de ouro olímpica, no mesmo ano), foi questionado sobre a situação de Simone Biles e a questão da pressão competitiva após garantir a passagem aos quartos-de-final do torneio dos Jogos Olímpicos

Tribuna Expresso com Lusa

Maja Hitij/Getty

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Novak Djokovic, número um do ranking mundial, considerou esta quarta-feira que a “pressão é um privilégio”, uma vez que, “sem ela, não pode existir desporto profissional”.

"A pressão é um privilégio. Sem ela, não há desporto profissional. Se queres ter a esperança de estar no topo de um desporto, tens de aprender a lidar com a pressão e com estes momentos - tanto no court, como fora dele", disse o tenista sérvio, após vencer o espanhol Alejandro Fokina Davidovich e garantir a passagem para os quartos de final do torneio olímpico.

Djokovic, vencedor, este ano, do Open da Austrália, Roland Garros e Wimbledon, acrescentou que aprendeu a “desenvolver um mecanismo para gerir” as expetativas. “Todo o ruído e buzz, não posso dizer que não o vejo ou não o ouço, claro que estão lá, mas desenvolvi um mecanismo e aprendi a lidar com isso de uma maneira que não me imponha destruição. Não me vai deitar abaixo”, explicou o sérvio, que já conquistou 20 torneios do Grand Slam - à semelhança de Roger Federer e Rafael Nadal.

Esta análise surge na sequência da renúncia por parte da ginasta norte-americana Simone Biles, que vai falhar a final individual do ‘all-around’ e desfalcou a seleção em plena final feminina por equipas dos Jogos Olímpicos Tóquio2020, devido a problemas de saúde mental.

Clive Brunskill/Getty

O sérvio, que procura tornar-se no primeiro tenista a vencer os quartos majors e o ouro olímpico no mesmo ano, garantiu que a sua mentalidade foi um fator crucial para explicar a sua longevidade.

“Sinto que tenho experiência suficiente para me conhecer a mim próprio, para saber como entrar no court e jogar o meu melhor ténis”, defendeu Djokovic, antes de abordar as suas esperanças para estes Jogos Olímpicos, em comparação com o Rio 2016, onde foi eliminado na primeira ronda por Juan Martín Del Potro, que ganharia a medalha de ouro.

“Cheguei ao Rio também como um grande favorito, tinha ganhado quatro dos últimos cinco Grand Slams e era o número um do mundo. Portanto, conheço a sensação, o que sinto agora é similar. Mas sou um jogador mais experiente, sei mentalmente o que tenho de fazer e no que tenho de trabalhar para sentir na melhor forma possível”, concluiu o sérvio.