Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Tóquio 2020

Tóquio 2020

Jogos Olímpicos

Sai da frente Ledecky que vem aí Titmus

A natação tem uma nova estrela: chama-se Ariarne Titmus que depois de bater Katie Ledecky nos 400 livres, voltou a ser ouro, agora nos 200, outra prova em que a norte-americana defendia o título olímpico. No dia de mais uma consagração da australiana, Ledecky nem sequer foi ao pódio, mas 60 minutos depois foi ouro nos 1500 livres

Tom Pennington/Getty

Partilhar

Uma das questões que se colocavam nos Estados Unidos antes dos Jogos Olímpicos de Tóquio era quem seria a primeira norte-americana a chegar às cinco medalhas de ouro: Simone Biles ou Katie Ledecky. Pois bem, provavelmente nenhuma das duas. Se Simone Biles ainda poderá, no papel, chegar a esse feito, caso decida competir e vença as cinco finais que ainda tem pela frente, para Ledecky já não será possível.

A nadadora de 24 anos, uma das figuras do Rio 2016, encontrou em Tóquio uma parede chamada Ariarne Titmus, australiana de 20 anos. Titmus começou por roubar-lhe o título dos 400 e agora também foi a melhor nos 200 livres, outra das competições que Ledecky venceu no Brasil. E com direito a recorde olímpico.

Pior ainda: na final dos 200, Ledecky nem ao pódio chegou. Titmus venceu, garantiu a sua 2.ª medalha de ouro olímpica, à frente de Siobhan Haughey, de Hong Kong, e de Penny Oleksiak, do Canadá. Na prova onde sempre teve mais dificuldades (mas onde ainda assim ia recolhendo títulos), Ledecky nunca esteve sequer em posição de lutar pelo pódio.

OLI SCARFF

O título de rainha da média distância tem nova dona e Titmus já está em posição de ser uma das figuras maiores deste jogos. Assim acontece quando se destroem mitos.

Mas ainda há um campo de ação em que Ledecky parece estar bem à frente de toda a gente. Uma hora depois da desilusão que foi nem sequer ir ao pódio nos 200, a norte-americana limpou os 1500 livres, na primeira vez que a distância foi nadada por mulheres em Jogos Olímpicos, conquistando assim, à terceira oportunidade, o seu primeiro ouro em Tóquio.

Ledecky bateu sem surpresa a sua compatriota Erica Sullivan e a alemã Sarah Koehler, mas o tempo feito na final poderá contar outra história: os 15:37,34 são quase mais 17 segundos que o recorde mundial da norte-americana, feito em 2018.