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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

O novo basquetebol 3x3 é de quatro mulheres americanas

Na estreia do basquetebol 3x3 nos Jogos Olímpicos, os Estados Unidos chegaram ao ouro e a modalidade ganhou uma nova legião de adeptos. Ainda assim, o caminho, que teve uma lesão e um teste positivo à covid-19 pelo meio, não foi fácil. As jogadoras Kelsey Plum e Katie Lou Samuelson que o digam

Rita Meireles

Christian Petersen

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Stefanie Dolson, Allisha Gray, Kelsey Plum e Jackie Young juntaram-se, na passada quarta-feira, à lista de atletas que, mais do que participar nos Jogos Olímpicos, fizeram história em Tóquio.

O país foi o palco da estreia do basquetebol 3x3 nos Jogos e as jogadoras norte-americanas foram as primeiras a vencer uma medalha de ouro olímpica para a modalidade.

A equipa chegou à final, frente ao Comité Olímpico da Rússia, após um percurso quase perfeito nas fases anteriores, onde apenas perderam um jogo, dos nove realizados, frente ao Japão (18-20). Nesta modalidade, a partida é disputada em metade do court e tem uma duração de 10 minutos, ou termina quando uma das equipas chega aos 21 pontos.

O último jogo teve direito a tudo. Começando pelas faltas (15), que foram mais do que é habitual, uma vez que as regras no 3x3 são diferentes do 5x5. Nesta modalidade, quando uma equipa ultrapassa as seis faltas, as seguintes são marcadas da marca de lançamento livre, e quando ultrapassa as 10, além dos dois lances livres, o adversário ganha a posse de bola.

Pontos também não faltaram. O jogo terminou nos 18-15, com Stefanie Dolson em destaque do lado das campeãs. Depois de recuperar de uma cotovelada na cara, a jogadora dos Chicago Sky marcou sete pontos, quatro deles de lance livre.

JAVIER SORIANO/Getty

Esta modalidade, a par do skate ou do surf, foi incluída nos Jogos com o objetivo de atrair um público mais jovem e o ambiente em que decorre parece ter atraído a atenção de muitos espetadores. Não faltam as clássicas introduções de cada jogadora, antes do jogo, há um DJ responsável pela música e ainda um locutor animado a comentar cada jogada da partida.

Além de Dolson, Kelsey Plum esteve também em destaque ao conseguir uma vantagem por cinco pontos para os EUA ao início do jogo. A jogadora dos Las Vegas Aces chega ao ouro após um período de recuperação devido a uma lesão no tendão de Aquiles, contraída no verão passado, que esteve perto de terminar com o sonho olímpico da jogadora.

E que regresso. A jogadora terminou os cinco dias do evento com um total de 55 pontos.

“Eu não sabia se ia estar aqui depois de rasgar o tendão de Aquiles. Sinto-me muito grata”, afirmou Plum após o final da partida.

Mas esta não foi a única adversidade para a equipa dos Estados Unidos. Katie Lou Samuelson era a quarta integrante da equipa, mas após ter testado positivo à covid-19 foi substituída por Jackie Young.

A equipa dos EUA é constituída por jogadoras da WNBA que já conhecem o sabor da vitória. Ainda assim, esta vitória é especial.

“Definitivamente está no topo do que conseguimos alcançar para o nosso país”, disse Allisha Gray.

Após a conquista das medalhas no torneio feminino, com a China a completar o pódio, foi a vez das equipas masculinas entrarem em campo para disputar as medalhas. A final colocou frente a frente a Letónia e, de novo, a equipa russa. À imagem do que aconteceu na outra final, a Rússia terminou com a medalha de prata. A Letónia foi a primeira a vencer o ouro do lado masculino e a Sérvia fechou o pódio.