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"Estive 11 meses em depressão. Tentei matar-me duas vezes". O judoca Célio Dias e os problemas de saúde mental de atletas

Nesta reportagem da SIC Notícias, publicado após a admissão de Simone Biles de se estar a retirar de duas provas da ginástica artística para cuidar da sua saúde mental, o judoca Célio Dias fala sobre os distúrbios mentais que sentiu após a derrota no judo olímpico no Rio de Janeiro, em 2016. Dois anos depois, seria diagnosticado com esquizofrenia

SIC Notícias

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Há casos em todo o mundo de atletas que assumiram ter problemas de saúde mental. Em Portugal, um dos mais conhecidos é o do judoca Célio Dias. Também a nadadora Diana Durães, que está em Tóquio, revelou sofrer de distúrbios alimentares.

Os 1.500 metros livres atiraram Diana Durães para fora dos Olímpicos. Os 16 minutos, 29 segundos e 15 centésimos deixaram a estreante portuguesa em 23.º lugar. Um dia depois da prova contou o que à partida poucos sabiam:

"Há mais de um ano que sofro de distúrbios alimentares e que se apoderaram de mim: a necessidade de ver calorias, pesar-me constantemente e a obsessão pelo treino".

Só agora tornou público, mas não teve medo em falar no tempo que considerou certo. O treinador e médico da nadadora já sabiam do que se estava a passar. Um dia depois da prova contou o que à partida poucos sabiam.

Um dos casos mais conhecidos de atletas com problemas de saúde mental em Portugal é o do judoca Célio Dias. Um mau combate nos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, levou ao primeiro surto psicótico.

"Tive 11 meses em depressão. Tentei matar-me duas vezes. Fiquei dois meses sem tomar banho. Não tinha forças para me levantar da cama", afirma.

Foi diagnosticado com esquizofrenia em 2018. Três anos passaram e depois de muito acompanhamento a vida voltou à normalidade.