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Tóquio 2020

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Jogos Olímpicos

Oito figuras dos Jogos Olímpicos do Japão

Seja pelas medalhas ou pelos atos que protagonizaram, eis os oito atletas escolhidos pela Tribuna Expresso que mais deram nas vistas em Tóquio

Diogo Pombo e Lídia Paralta Gomes

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Caeleb Dressel

Natação

Recaía sobre o americano com o braço esquerdo integralmente tatuado as expectativas de sucessão a Michael Phelps, e ele não desiludiu. Aos 24 anos, Dressel sai de Tóquio com cinco medalhas de ouro, três delas em provas individuais (50 e 100 m livres e 100 m mariposa). Não igualou o feito de ganhar oito numa edição dos JO, como Phelps em Pequim 2008, mas deu um exemplo de empatia ao entregar a sua medalha de ouro nos 4x100 m livres a Brook Curry, que nadara nas meias-finais e não na final para lhe ceder o lugar. Os campeões são feitos de classe.

À quarta participação em Jogos Olímpicos, a jamaicana fez um duplo-duplo na velocidade. Aos 29 anos, foi a mais rápida nas duas distâncias de quem escolhe sprintar no atletismo, revalidando os títulos olímpicos do Rio 2016. “Podia ter sido mais rápida se não tivesse festejado cedo, com o braço no ar”, disse, após a vitória nos 100 metros, para desembrulhar alguma da sua dose de confiança. “Mas isso mostra que há mais [potencial] guardado, espero um dia conseguir chegar a esse tempo.” A marca a que se refere é o recorde (10,49) que Florence Griffith Joyner fixou em 1988. Elaine Thompson-Herah ficou a 12 centésimos.

Tom Pennington/Getty

Elaine Thompson-Herah

100 e 200 metros

À quarta participação em Jogos Olímpicos, a jamaicana fez um duplo-duplo na velocidade. Aos 29 anos, foi a mais rápida nas duas distâncias de quem escolhe sprintar no atletismo, revalidando os títulos olímpicos do Rio 2016. “Podia ter sido mais rápida se não tivesse festejado cedo, com o braço no ar”, disse, após a vitória nos 100 metros, para desembrulhar alguma da sua dose de confiança. “Mas isso mostra que há mais [potencial] guardado, espero um dia conseguir chegar a esse tempo.” A marca a que se refere é o recorde (10,49) que Florence Griffith Joyner fixou em 1988. Elaine Thompson-Herah ficou a 12 centésimos.

JEWEL SAMAD/Getty

Simone Biles

Ginástica artística

Antes de arrancarem os Jogos Olímpicos, a pergunta que se fazia era: com quantas medalhas de ouro vai sair Simone Biles de Tóquio? A resposta é zero. Mas estes serão sempre os Jogos Olímpicos de Simone Biles e da sua coragem de assumir que a sua saúde mental está acima de qualquer recorde, de qualquer medalha de ouro. Biles leva da capital japonesa uma prata no all-around por equipas e um bronze na trave, a única final individual que disputou. Mas o seu legado nestes JO vai muito além disso: foi preciso chegarmos a 2021 para percebermos que os atletas não são máquinas.

LOIC VENANCE/Getty

Andre de Grasse

200 metros

“Ele é o próximo”, vaticinou Usain Bolt sobre o canadiano, que admitiu não ter “encarado de forma séria” os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, de onde saiu feliz apenas pelo facto de ter lá estado. Foram cinco anos a carregar pressão na mochila, bagagem a que juntou mais peso quando nos 100 metros de Tóquio ganhou o bronze. Mas nos 200 metros De Grasse finalmente cumpriu a profecia e conquistou a medalha de ouro, fugindo aos três velocistas americanos, que ocuparam os lugares seguintes. Aos 26 anos, o rapaz que começou a correr com botas de basquetebol deverá estar no seu auge durante o próximo ciclo olímpico.

Patrick Smith/Getty

Tom Daley

Saltos para a água

No Rio de Janeiro, estava “na melhor forma física” da sua vida e sentiu-se, pela primeira vez, como um atleta profissional. “Deixei de beber álcool e nunca fiz batota, nunca”, disse ao “The Guardian”. Mas, em 2016, nem à final individual chegou. Em Tóquio e à quarta participação olímpica, o inglês finalmente mergulhou para uma medalha de ouro na prova sincronizada. Aos 27 anos, é casado, pai e, após tantas expectativas criadas à sua volta, afirmou-se no maior dos palcos: “Sinto-me incrivelmente orgulhoso de dizer que sou homossexual e também campeão olímpico. Quando era novo, pensava que nunca iria alcançar nada por ser quem sou.”

OLI SCARFF

Emma McKeon

Natação

Sai do Japão como a atleta australiana mais medalhada de sempre numa só edição dos JO. No Centro Aquático de Tóquio alcançou dois recordes olímpicos (50 e 100 m livres) e amealhou quatro pedaços de ouro e três de bronze entre provas individuais e por estafetas. Emma McKeon é a segunda mulher na história a conquistar sete medalhas numa participação, juntando-se à soviética Maria Gorokhovskaya, que em 1952 competiu na Ginástica artística. “É tudo surreal. Só através de vocês [jornalistas] é que ouço falar dessas estatísticas”, garantiu a australiana.

Clive Rose/Getty

Yulimar Rojas

Triplo salto

Quando um recorde entra na idade adulta, começa a duvidar-se se alguém o impedirá de chegar à velhice. Era o caso do recorde do triplo salto feminino, que fora feito pela ucraniana Inessa Kravets em 1995. Mas em Tóquio esteve Yulimar Rojas, venezuelana de 26 anos e 1,92 m, que saltou mais 17 centímetros, fixando a melhor marca em 15,67 m. “Não tenho teto. Posso conseguir o que o meu coração e a minha cabeça quiserem”, avisou a única atleta a ficar à frente de Patrícia Mamona.

Tim Clayton - Corbis

Karsten Warholm

400 metros barreiras

A cara de espanto do norueguês disse tudo: tinha acabado de ser o primeiro humano a dar uma volta à pista olímpica em menos de 46 segundos e a saltar por cima de obstáculos pelo caminho. Com 45,94 segundos, Karsten Warholm pulverizou o recorde do qual já era dono e fê-lo sem ter nos pés o ‘supercalçado’ moderno da Nike, com solas reativas e com efeito de mola. “Odeio. Se querem amortecimento, ponham um colchão. Se colocam um trampolim, é uma parvoíce. Retira credibilidade ao desporto”, criticou o novo campeão, de 25 anos.

David Ramos/Getty