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Lá Em Casa Mando Eu

O FC Porto ganhou mas Lá em Casa Mando Eu emocionou-se foi com Jackson Martinez (e Hernâni ainda continua a ser um amor)

O FC Porto goleou o Portimonense (4-1) e Jackson Martinez regressou ao Dragão, mesmo a coxear, para alegria de Lá em Casa Mando Eu: "Mostrou que ainda sabe jogar muito futebol e emociona-nos a todos quando cada gesto é uma luta. O Dragão deu-lhe um enorme aplauso, mas nada chega para lhe agradecer o tanto que nos deu, o muito que ainda pode dar a todos os que gostam de futebol"

Lá em Casa Mando Eu

MIGUEL RIOPA

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Casillas

Um par de defesas difíceis, sendo de destacar a que fez ao remate de Jackson Martinez, num lance que foi uma bonita metáfora sobre envelhecer bem. No golo do Portimonense não teve qualquer hipótese e ainda olhou para a defesa com um ar indignado, como se visse uma geração sem futuro, sempre ao telemóvel em vez de olharem para o mundo e verem as pessoas que aparecem sozinhas na área.

Corona

Uma exibição mais discreta do que as anteriores, muito por culpa de Nakajima, que chegou a ser um género de Pearl Harbour no Dragão. O mexicano dá-nos uma profundidade ofensiva importante no flanco, mas era bom que a defender pudesse dar a vez a Maxi Pereira, que nunca na vida deixaria passar o rapaz do Portimonense com aquela rapidez toda, sem deixar “a sua marca” (estou a imaginar uma troca tipo andebol, com Corona a correr muito rápido para o banco e o uruguaio a entrar enquanto passa o colete ao colega. Fica a sugestão).


Felipe

Por via de algumas faltas dos colegas, foi obrigado a correr de um lado para o outro, marcando presença em qualquer parte do terreno, por si e por mais uns quantos. No fundo, teve um dia normal na vida de um deputado do PSD.

Militão

Uma exibição menos autoritária do que o costume, talvez impactado pelo respeito do Dragão a Jackson Martinez. Mas fez a assistência para um dos golos de Marega (pelo menos o meu marido quer muito que seja contada esta assistência para efeitos da Fantasy e veio obrigar-me a escrever isto aqui).

Alex Telles

No golo do Portimonense, optou por marcar Jackson Martinez em vez de um desconhecido qualquer, decisão que todos aplaudiríamos, não fosse o colombiano já estar tapado por Éder Militão e o outro ter ficado completamente sozinho. Por muitos cantos e assistências que marque (e bem), continuo a ter com Alex Telles alguns momentos em que lhe grito mais ou menos aquilo que Sérgio Conceição deve ter respondido aos seus amigos do Bessa. Sei que nem sempre é justo, mas metam-me numa jaula.


Danilo

Quase que era hoje que eu me ia queixar sobretudo de uma primeira parte mal conseguida. Mas depois foram corrigidos uns posicionamentos, os médios começaram a subir melhor no terreno e o senhor comendador até fez uma assistência para golo. Mais: na roda com os colegas, o discurso foi de tal forma emotivo que até chorou e foi cumprimentado por todos. À SportTV, não quis dizer o que se passou, porque “essas coisas são para ficar entre nós”. Amor, e eu? Fico aqui assim preocupada contigo?


Óliver

Quando a equipa não estava a saber defender, esteve demasiado preocupado com isso e a bola não estava a sair-lhe bem para a frente. Muito bem o treinador ao tirá-lo ainda antes do intervalo. Desde que Óliver saiu, o FC Porto marcou três golos e o Portimonense nenhum, portanto estou convencida.

Otávio

Mais ou menos o mesmo que disse do Óliver, mas neste caso sem ter sido obrigado a sair numa altura esquisita.

Brahimi

Uma exibição bem acima da dos colegas, com vários desbloqueamentos de jogo, fosse pelo meio ou pela ala. O Professor Rui Vitória disse, numa entrevista ao canal de YouTube “Conversas à Benfica”, que, em relação à sua permanência no Benfica, esta foi uma “decisão conjunta”, já que “o presidente decidiu e eu concordei”. Hoje, o guarda-redes Ricardo Ferreira pode dizer o mesmo em relação ao golo do argelino: foi uma decisão conjunta, já que Brahimi decidiu para que lado é que ele ia e o guarda-redes do Portimonense concordou.

Marega

Mais dois golos e muito futebol daquele que nem sabíamos que ele tinha. Soube que Messi foi eleito esta semana o quinto classificado na Bola de Ouro. Talvez atribuir os quatro primeiros lugares a Marega tenha sido exagerado. Penso que a Bola de Ouro, Prata e Bronze tinham chegado. Messi merecia o quarto lugar, não sou nenhuma fanática e também sei reconhecer quando somos beneficiados.

Soares

Parece longe da sua melhor forma, demasiado contido, como se estivesse a aprender a ter maneiras à mesa. Soares é um avançado de choque, de confusão e de barulho, e parece estar a querer jogar como se fosse o Pai Natal. Ainda assim, marcou um golo e teve mais duas boas oportunidades. Porque, quando o assunto é baliza, não há espírito natalício que valha aos adversários.

Herrera

Não é muito normal assistirmos a uma substituição aos 41 minutos, mas também não é muito normal o Presidente da República babar-se à frente das câmaras e, olhem, é assim que andamos.

Hernâni

Ainda é um amor.

Adrián

Ainda não foi hoje o seu momento Hernâni, ou seja, aquele jogo em que nada nos vai correr bem, mas vamos ganhar com um golo do Adrián nos últimos minutos. Mas continuamos todos confiantes que isso vai acontecer.

Jackson Martinez

Aquele coxear não é nada comparado com a força deste homem. Um exemplo, um herói, um dos nossos. Mostrou que ainda sabe jogar muito futebol e emociona-nos a todos quando cada gesto é uma luta. O Dragão deu-lhe um enorme aplauso, mas nada chega para lhe agradecer o tanto que nos deu, o muito que ainda pode dar a todos os que gostam de futebol. Obrigada, Cha Cha Cha!