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O melhor emprego do mundo? Defesa do Porto: é estável, tem bons horários, paga bem e há boa companhia (Lá em Casa Mando Eu)

É por causa de Mbemba que esta análise tem o título que tem. Mas Lá Em Casa Mando Eu avisa: isto foi só uma visita de estudo, que para a semana há Felipe. OK?

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MIGUEL RIOPA

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Casillas

Uma boa defesa, nada a fazer no golo sofrido, 90 minutos a chatear os colegas e uma recuperação de bola incrível quase no meio-campo. A senhora cá de casa continua com dificuldades em assimilar que temos Iker Casillas na nossa baliza.

Maxi Pereira

Assistiu Brahimi para o primeiro golo e entrou na baliza nos festejos com ar de quem ia gritar: “Quase dez da noite e zero-zero? Isto não se admite!”. O uruguaio já é, como eu, uma pessoa que se deita cedo e que deve ter ficado chocado com o horário deste jogo. Espero que Maxi castigue a Liga Portuguesa com uma daquelas entradas para mostrar quem manda. Em nome dos adeptos.

Mbemba

A defesa do FC Porto é talvez o local ideal para começar um emprego. É estável, paga bem, tem bons horários e boa companhia. Maxi é o tipo que está no escritório há anos, explica os truques dos computadores e conta piadas porcas. Militão é o gajo que trabalha mesmo e nem tem tempo de decorar o nome dos colegas. Alex Telles é o colega que ficou preguiçoso e que passa a vida a ir fumar cigarros ou a bater cantos. Mbemba adorou, diz que está super entusiasmado e nós também achámos que ele se portou bem. Só que isto não era um emprego, Mbemba. Era uma visita de estudo. Em Alvalade há Felipe.

Éder Militão

Passámos a semana a ler sobre a vinda de Pepe e muito se teorizou sobre a possível ida de Militão para lateral-direito. Face às exibições de Alex Telles, surpreende-me que ninguém sugira o lado esquerdo para o nosso defesa. Importante é escondê-lo das garras dos capitalistas.

Alex Telles

No lance do golo do Nacional, é o nosso único jogador completamente desfasado da linha defensiva, colocando o adversário em jogo de forma evidente. Para quem não viu, só posso descrever esta posição como bastante semelhante à do Salvio, no FCPorto-Benfica do ano passado, numa jogada que também terminou em golo, mas, enfim, vocês sabem o que aconteceu.

Danilo

O senhor comendador pregou-nos dois sustos enormes quando quase marcava dois autogolos, mas recebeu um telefonema do Presidente da República no final do jogo e tudo se compôs.

Herrera

Esta semana, o FCPorto divulgou que o golo de Herrera na Luz foi eleito o melhor do ano pelos adeptos. E o que é que isto tem a ver com este jogo? Nada, mas por mim falava-se sempre deste golo. Hoje, Herrera foi dos jogadores mais equilibrados em campo, esteve bem a recuperar e conseguiu lançar algumas vezes os colegas no ataque. E isto dito por uma autora de declarações polémicas sobre este jogador.

Corona

Fez uma grande exibição, mas a receção, a finta e a assistência para o golo de Soares seriam suficientes para o classificar de melhor em campo. Aliás, o marcador foi quase ignorado nos festejos, porque os colegas correram todos para abraçar Corona, lembrando-lhe que não é qualquer cronista parva da Tribuna que o deita abaixo.

Brahimi

Jogou claramente abaixo do que pode fazer, tendo sido apenas o marcador de dois dos golos do FC Porto e o autor de algumas das jogadas mais bonitas da noite. Quando Sérgio Conceição sentiu que o jogo estava ganho tirou-o, mas o argelino saiu em dificuldades e estará em dúvida para o clássico de sábado. Uma possibilidade que me faz chorar mais do que o Vieira no programa da Cristina.

Marega

Não esteve propriamente brilhante na receção das centenas de bolas longas que os colegas lhe atiraram, mas, se fosse preciso ele marcar esta noite, tenho a certeza que teria tido outra abordagem. Quando foi substituído, não gostou e teve de ser acalmado por Brahimi no banco, uma birra que foi bastante útil porque deu para ver que Brahimi se levanta e mexe bem, por isso nem tudo está perdido.

Soares

Teve a educação e a decência de cabecear à Jardel (o goleador do FC Porto, não aquele marcador de penáltis do Sporting) uma jogada soberba de Corona. Soares não larga os defesas, não desiste de uma bola, parece que tem um canhão na cabeça e tem como alcunha Tiquinho. Isto é o equivalente a tratar o Maxi como “o Delicadinho”.

Adrián

À hora a que entrou, já eu estava a lutar contra o sono, o que pode não ter ajudado a ver uma grande exibição.

Óliver

À hora a que entrou, já eu estava a tomar substâncias que ajudam a lutar contra o sono, o que pode não ter ajudado a ver qualquer coisa.

Fernando Andrade

À hora a que entrou, zzzzzzzzzz.

(Obrigada, Liga, faz imenso sentido marcar jogos a esta hora de uma segunda-feira. Foi uma pena o Estrela-Belenenses deste domingo não ter sido às 21.15, tenho a certeza que o público teria adorado. E marcarem jogos com poucos dias de antecedência, evitando que adeptos viajem até ao local, também faz muito bem a esta competição. Enfim, o que seria o futebol com as bancadas cheias? Nada que vos interesse, certamente.)