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E uma palavrinha para Abel, injustamente expulso quando se preparava para sorrir efusivamente após a derrota do Braga (Lá em Casa Mando Eu)

Há coisas que devem ser ditas a propósito do Braga-FC Porto para a Taça (20h15 desta terça, segunda mão das meias-finais): Catarina Pereira, que assina Lá Em Casa Mando Eu no melhor site de desporto do país ( Tribuna Expresso, como é óbvio), entra por aqui adentro e expressa desejos complexos sobre a gestão de plantel de Sérgio Conceição e deixa um pedido a Abel - que o treinador do Braga não se esqueça de dar a titularidades ao homem que fez os dois penáltis no sábado, Claudemir. Um aviso: esta crónica é muito parcial

Catarina Pereira, Lá Em Casa Mando Eu

MIGUEL RIOPA

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O FC Porto vai a Braga esta terça-feira para defender uma vantagem de 3-0 na primeira mão das meias-finais da Taça de Portugal, alcançada a 26 de fevereiro. E eu devo dizer que, em princípio, sou ligeiramente contra isto das meias-finais da Taça serem jogadas a duas mãos, sobretudo com um mês e tal de diferença, mas, neste caso, confesso que aprecio bastante o pormenor de esta terça-feira o FC Porto chegar a Braga com uma vantagem de 3-0.

Ou seja, para a competição, umas meias-finais a duas mãos podem ser sempre entendidas como uma forma de beneficiar os grandes e dificultar aquela ideia subjacente à Taça de tudo ser possível para todos. No entanto, chegados aqui, temos FC Porto, Sp. Braga, Benfica e Sporting a lutar por este título, o que significa que parece que já houve algo que correu mal nesse aspeto. Ainda por cima, a última vez em que isto aconteceu o Sporting ganhou uma taça, portanto imaginem o quão prejudicial isto pode ser.

O facto de os dois jogos serem separados por mais de um mês de distância também pode ter a sua influência. Por exemplo, a 26 de fevereiro o Óliver ainda era titular no FC Porto e o Brahimi ainda ficava no banco só porque era a Taça e tinha de descansar. Bons tempos, hein? Curiosamente, o espanhol foi o melhor em campo e o argelino pode ter resolvido a eliminatória com um golaço. A boa notícia é que, esta terça-feira, o cenário pode repetir-se se Sérgio Conceição optar por escolher os menos utilizados na Liga. Óliver e Brahimi estão fresquinhos, minha gente!

Aliás, é mesmo isto que eu defendo: que o treinador faça descansar os pobres coitados que me iam matando do coração no sábado. A Taça é importante, ir ao Jamor tem sempre o potencial de uma grande bebedeira, mas há uma coisa chamada campeonato que deve concentrar todos os nossos esforços. Já para não falar da Liga dos Campeões, mas aí temos de ser sérios e admitir que, fora Marega, nenhum dos nossos jogadores está a um nível em que se entende que se poupe para essa competição.

Do outro lado, acredito que ainda haja vontade de recuperar da desvantagem de 3-0. Aliás, se há coisa que nunca falta em Braga é vontade de jogar contra o FC Porto. E por mim tudo bem, desde que o Claudemir jogue e se sinta à vontade para continuar a fazer faltas aos jogadores portistas dentro da área bracarense. Reparem como a cronista dita fanática foi capaz de tecer elogios a um adversário, admitindo a influência que este pode ter no resultado. Ainda dizem que isto é tudo muito parcial, enfim.

Por falar na imparcialidade evidente desta crónica, uma última palavra para Abel, injustamente expulso no sábado quando se preparava para sorrir efusivamente após a derrota da equipa que orienta. No final dessa partida, o treinador disse qualquer coisa como este ser “dos melhores Portos da história”. “Pela experiência dos jogadores, qualidade, conhecimento, pela forma como sabem controlar o jogo”, acrescentou. Ora, numa altura em que já vencemos duas vezes o Braga esta época e em que partimos para este jogo com uma vantagem de 3-0, eu juro que estava preparada para perdoar quase tudo a Abel, mas isto é demasiado. Caríssimo, não precisa de dar tanta graxa. Nós sabemos que não somos lá muito bons. É por isso que nos tem dado tanto gozo ganhar na mesma.