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Lá Em Casa Mando Eu

O Éder do Eskada e meia dúzia de jogadores que curtiram um verãozinho gostoso (o top of the flops, por Lá em Casa Mando Eu)

Pronto, depois do top of the tops, eis que Catarina Pereira se dedica a elencar os piores jogadores do FC Porto na época 2018-19

Catarina Pereira, Lá Em Casa Mando Eu

Gualter Fatia

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Éder Militão do Eskada

Uma pessoa quando vai buscar um miúdo de 20 anos lá fora já está a contar com um natural processo de adaptação, que inclui aquele ar estupefacto de quem nos ouve dizer que um pão com molho em cima e carnes no meio se chama “francesinha” e é do caraças. E agora uma pausa em memória de todas as pessoas que agora comiam uma francesinha, mas não têm acesso geográfico a tal. Isto pode soar estranho a quem estiver a ler este texto assim a umas nove da manhã, mas se estamos aqui perante alguém esquisito que nunca comeu uma francesinha a qualquer hora do dia, enfim, não sei onde vai parar a imprensa portuguesa.

Dizia eu, ou queria dizer, Éder Militão saltou umas escadas nesse processo de adaptação, porque, dentro de campo, não demos por qualquer dificuldade. Até que foi apanhado às cinco da manhã numa discoteca. De nome Eskada, curiosamente.

Portanto, tudo o que o jovem brasileiro nos estava a mostrar em termos de rapidez, técnica, capacidade de antecipação e precisão do passe era, afinal, um grande embuste. Porque foi demasiado lento a sair da discoteca, não teve a técnica necessária para não ser visto, não antecipou o problema que isso ia ser e falhou o passe para a titularidade.

Serve isto como aviso aos miúdos de 20 anos extremamente talentosos que eventualmente iremos buscar lá fora (Deus Nosso Senhor Jorge Nuno assim o queira): sair à noite, no Porto, até às tantas? Só se for para comer uma francesinha.

Óliver

Só para lembrar que o FC Porto pagou 20 milhões de euros por um médio que joga meia dúzia de vezes e passa o tempo a aquecer para entrar. Se isto não é um flop, já não percebo nada disto. Assim é mais fácil perceber a necessidade de sermos intervencionados pela UEFA. Parece que não percebemos lá muito bem o que se exigia: fair-play financeiro não quer dizer que sejamos simpáticos com outros clubes, pagando-lhes avultadas quantias por jogadores que eles não querem.

A minha sugestão é que, na próxima época, para lixarmos o Óliver, o ponhamos a jogar sempre. Lá se vai a mama. Queres um part-time? Aqui não há mais disso. Pumbas! TRABALHA!

Marega do campeonato

Tudo o que vier a ser escrito de seguida será sempre injusto. Todo o portista sabe que Moussa Marega não é só um jogador de futebol com qualidades evidentes e defeitos inevitáveis. Depois do que nos aconteceu na época passada, Moussa Marega é um estado de espírito.

No entanto, nesta foi por demais evidente que o inevitável aconteceu: Marega marcou apenas 11 golos no campeonato e personificou a dificuldade da equipa em acertar nas balizas.

Marega esteve mais de três meses sem marcar um golo neste campeonato. Três meses. Em que jogou, efetivamente. Esteve lá dentro, dos campos, de um lado para o outro, de um lado para o outro, de um lado para o outro. A fazer cenas.

Sabem o que é que também seria injusto? Eu passar mais uma época nisto.

E a meia dúzia de jogadores que não têm capacidade para jogar no FC Porto

Janko, Ewerton, Oleg, Paulinho, Waris e Mikel foram vítimas daquilo a que eu chamo uma pré-época bem conseguida ao nível de deixar os adeptos em pânico. Recordem-se que estavam eles no Algarve, a curtir aquele verãozinho gostoso, quando foram recambiados para a Invicta depois de uma exibição desagradável.

Dois deles tinham acabado de ser contratados, deixando-me com uma dúvida existencial: a equipa técnica terá visto os vídeos errados, ou para se ser jogador do FC Porto agora basta aparecer no Olival à hora certa?

Outros dois tinham sido contratados em janeiro, deixando-me com outra dúvida existencial: quem nasceu primeiro? O ovo ou a galinha?