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Lá Em Casa Mando Eu deixa uma sugestão: em vez do techno manhoso, ponham a música do Titanic sempre que Marchesín tocar na bola

Catarina Pereira, de Lá Em Casa Mando Eu, não está particularmente feliz após a derrota do FC Porto, mas isso não a impediu de emitir considerações várias a propósito dos jogadores do seu clube

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Marchesín
Não teve de fazer nenhuma defesa durante o jogo, essa é que é essa. Também foi ele que ofereceu o primeiro golo ao Famalicão e que nem deu luta no segundo, mas não vamos estar aqui com pormenores. Deixo só uma sugestão: a SportTv, em vez daquele techno manhoso dos minutos finais, podia meter a música do Titanic sempre que o Marchesín tocasse na bola.

Corona
Apareceu com um penteado novo que vai contra as indicações da DGS, pelo menos as de bom gosto, mas eu perdoo-lhe isso e muito mais, já que continua a ser o nosso melhor jogador.

Pepe
Protagonizou um lance que vai dar para estarmos dias a discutir se é ou não penálti, portanto foi muito importante para o regresso do futebol português.

Mbemba
Esteve bem e foi estranho ver Toni Martinez tão picado com ele, porque julgo que nunca na carreira de Mbemba algum adversário se há de ter sentido picado com ele. O mundo mudou mesmo com a pandemia.

Manafá
Partindo de uma expectativa baixa, foram 90 minutos a um bom nível e não é por acaso que foram os primeiros sem ouvir uma crítica da bancada.

Danilo
Esteve muito interventivo nas bolas paradas, com vários cabeceamentos mais ou menos perigosos, e destacou-se por uma recuperação de bola no ataque que podia ter sido daquelas jogadas em que o capitão estava a meter a mão na massa e mostrar sozinho aos outros como se faz, não fosse ter falhado. Portanto, na verdade, mostrou mesmo como é que se costuma fazer.

Sérgio Oliveira
Por falar em bolas paradas, esteve impecável nos cruzamentos e foi dele que saiu a bola para o empate de Corona. Isto com Manafá na esquerda e Sérgio Oliveira nos cantos, livres e cruzamentos para a área está feito, não precisamos do Alex Telles para nada.

Otávio
É bom saber que há pequenas coisas que não mudaram nos últimos três meses: as árvores em flor nesta altura do ano, as minhas alergias e o Otávio pegado com adversários e/ou os árbitros de forma ligeiramente irritante e que às vezes dá jeito mas não deixa de ser chato. Atchim!

Luis Díaz
Bonita homenagem da equipa aos profissionais de saúde, com os nomes nas camisolas escritos à mão, como vimos em muitas imagens de médicos e enfermeiros que se queriam identificar por trás daqueles fatos protetores. Para Luis Díaz deve ter sido estranho, porque continua com aquele ar despistado, de quem ainda nem se apercebeu da Covid-19. Por outro lado, continuo esperançosa naquele talento de quem, se quisesse, até descobria a cura.

Marega
Aos 15 minutos, já tinha perdido um golo chutando contra o guarda-redes e mandando um cruzamento para a distância de segurança em que se encontravam os Super Dragões. Está com o nível exibicional do costume, com mais força no fim da quarentena do que nós no pico da nossa forma física e também era o que mais faltava que fosse a treinar em casa que tivesse aprendido a jogar à bola.

Soares
Teve uma das melhores oportunidades de golo, mas Defendi sacou a defesa da noite. Tenho a certeza que já se fizeram todos os trocadilhos possíveis com o nome do guarda-redes do Famalicão, por isso vou poupar-vos a isso.

Zé Luís
Ficou a pedir mão de um jogador do Famalicão num lance na área mesmo no fim do jogo. Eu confesso que não vi bem, mas confio nele.

Aboubakar
Quando anda tudo por aí a pedir as 5 substituições, por causa das lesões e a falta de ritmo competitivo e não sei o quê, nós só fizemos duas. Mesmo para mostrar quem manda. In your face, Liga!

O FC Porto começou como se nunca tivesse partido e acabou partido sem saber como recomeçar

O FC Porto perdeu em Famalicão, por 2-1, e pode comprometer a liderança do campeonato que recomeçou esta quarta-feira, 87 dias depois da suspensão. Os famalicenses marcaram primeiro, num disparate de Marchesin, que pôs a bola nos pés de Fábio Martins; depois, os portistas empataram por Corona, mas não conseguiram manter a frieza necessária para concretizar a recuperação. Sofreram então segundo golo e, a doze minutos dos 90, com os músculos e os pulmões em falência técnica e o coração na boca, as possibilidades de transformarem a desvantagem em vantagem reduzir-se-iam primeiro a poucas - e a seguir a nada. Com Zé Luís e com Aboubakar e sem o providencial golo de bola parada que tantas vezes safou Sérgio Conceição, o FC Porto acabou derrotado, visivelmente cansado e abatido. Porque o amanhã pode ser madrasto. Na quinta-feira, o Benfica defronta o Tondela e desse encontro pode sair uma nova reviravolta no campeonato. Dizer que será definitiva é um exercício inútil, pois toda a gente percebeu que é capaz de dar cambalhotas frontais e à retaguarda. É uma questão de oportunidade