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Sérgio Conceição: "O presidente está completamente à vontade comigo. Gosto demasiado do FC Porto para ser um problema"

O treinador do FC Porto apareceu algo irritado na conferência de imprensa após a derrota (3-2) com o Krasnodar, no Estádio do Dragão, que eliminou a equipa da Liga dos Campeões

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JOSE COELHO/Lusa

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A entrada no jogo e a dimensão da derrota

"Sofrer um golo aos três minutos... Depois, entretanto, no segundo golo estamos a atacar e nasce de uma transição do adversário, após dois ou três ressaltos. Não o devíamos ter sofrido. Depois, na terceira vez que chegam à baliza, é o Luis Díaz que está a compensar a ausência de um jogo e depois fica difícil.

Os jogadores reagiram de forma fantástica, tivemos uma segunda parte acima da média naquilo que foi a vontade e o querer. Nem sempre com discernimento, mas com uma ambição forte de que podíamos dar a volta ao resultado e a uma primeira parte muito ingrata."

O impacto no resto da época

"A sintonia aqui é total. O presidente sabe que está completamente à vontade comigo para falarmos de tudo o que é necessário falar. Tenho muita força... Cheguei aqui e o FC Porto não era campeão há quatro anos, quatro anos. Fomos campeões, ganhámos a Supertaça, chegámos a finais da Taça e da Taça da Liga e, o ano passado, não fomos campeões por dois pontos. O presidente está completamente à vontade.

Em termos de equipa técnica ou de algum jogador que possa sair, ou não, isso é uma conversa sobre o que será o melhor para o FC Porto. Nunca serei um problema para o FC Porto, gosto demasiado do FC Porto para ser um problema. Agora, também digo uma coisa, que já estava entalada há muito tempo: tem havido uma intoxicação inédita. Já ando no futebol há muitos anos e virar estrutura, adeptos e treinador contra todos, é incrível. Não foi por isso que perdemos hoje, foi por erros meus. Os jogadores deram uma resposta fantástica.

Estou aqui com toda a força do mundo para, a partir deste resultado, ganharmos títulos este ano. Mas, claro, depende do que o presidente quer para a equipa. Não é fácil, ninguém gosta de perder, não é fácil porque o FC Porto tem de estar na Liga dos Campeões, a Liga Europa não é nosso lugar. Compreendemos a tristeza e a desilusão dos adeptos, é a mesma que a nossa, da equipa técnica, da estrutura e dos jogadores."

O plano A falhou? E as falhas defensivas?

"Não acho que houve apatia. Houve, sim, erros individuais. O plano A era um plano em que tínhamos pensado dar o corredor central ao Nakajima, para ter alguém nas costas da linha média adversária. A nossa linha defensiva ficava mais protegida se ele ficasse atrás do Marega. Nas alas, teríamos verticalidade e velocidade, além da capacidade para ter bola, do Díaz e do Corona. Tudo isto estava pensado.

Sabíamos que o Krasnodar tinha qualidade na posse e na circulação de bola. O jogo foi preparado dessa forma, os jogadores quiseram dar o melhor, mas houve erros individuais durante o jogo e erros da minha parte. Assumo-os, como sempre, e estou aqui para dar a cara. Mas, se tivesse que fazer a equipa de novo, fazia-a da mesma maneira."

Como explica a gestão do onze e do plantel?

"O senhor não vê os treinos. Não posso explicar as minhas opções."