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Piqué: “Batemos no fundo. Sou o primeiro a oferecer-se para sair. Não se pode mascarar mais, tem de haver uma mudança”

O defesa central espanhol e um dos capitães do Barcelona foi o primeiro a dar casa, após a derrota, por 8-2, contra o Bayern de Munique nos quartos-de-final da Liga dos Campeões. Piqué compareceu na flash interview da Eleven Sports e resumiu a noite: "Não se pode competir assim. Não podemos mascarar mais algo que se vê"

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Michael Regan - UEFA

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"Foi um jogo horrível, uma sensação nefasta. A palavra é vergonha. Não se pode competir assim, não se pode ir [jogar] à Europa assim, já não é a primeira, nem a segunda, nem a terceira vez. É muito duro e espero que sirva de algo.

Todos temos que refletir. Creio que o clube necessita de mudanças. Não falo do treinador, nem dos jogadores, não quero assinalar ninguém. Creio que, estruturalmente, o clube precisa de mudanças de todo o tipo. Ninguém é imprescindível. Sou o primeiro a oferecer-se para sair se tiver que vir sangue novo para mudar esta dinâmica. Sou o primeiro a dizê-lo porque, agora sim, batemos no fundo.

Temos todos que refletir internamente e decidir o que é o melhor para o clube, para o Barcelona, que afinal de contas é o mais importante. Na Europa não fomos capazes de competir e na Liga já não dá. Não se pode mascarar mais. Não sei como o catalogar. Batemos no fundo e tem que haver uma mudança em todas as facetas, não só nos jogadores.

Chegámos ao ponto em que já não estamos no caminho certo. Ficou demonstrado nos resultados, no campo, onde levamos já anos, independentemente do treinador e dos jogadores que jogam. Na Europa já não somos competitivos, na Liga dava, mas agora já não dá.

Uma equipa como o Barça tem que estar lá em cima, a ganhar e a competir. Essa é a crua realidade. Chegámos a um ponto em que não podemos mascarar algo que se vê, que se reflete no campo, e o que aconteceu hoje é inaceitável para um clube como o Barcelona."