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Marchesiiiiiiiiiiiiii

O FC Porto sofreu perante o Manchester City, mas, graças a uma grande exibição de Marchesín, que defendeu quase tudo, manteve o 0-0 e assegurou a qualificação para os oitavos-de-final da Liga dos Campeões, em 2º lugar do grupo

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Matt McNulty - Manchester City

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Pep Guardiola, avisado, disse-o na conferência de imprensa de antevisão: "Jogam com cinco jogadores atrás, são muito bons nas transições e muito comprometidos a nível defensivo. Vivemos essa difícil experiência aqui, onde tivemos uma grande vitória, num jogo muito complicado. Não esperamos que seja diferente terça-feira".

Sem saber, mas sabendo, o treinador do City resumiu na perfeição o jogo desta noite no Dragão. Novamente recorrendo aos três centrais atrás, para parar as investidas ofensivas dos ingleses, os portistas utilizaram "comprometidos" como nome do meio e, defensivamente, aguentaram tudo e mais alguma coisa - até um golo que acabou por ser anulado - para manter o empate.

E, em grande parte, esse empate, e a respetiva qualificação para os oitavos-de-final da Champions, deveu-se a um homem chamado Agustín Marchesín.

MIGUEL RIOPA

Numa 1ª parte em que o City foi superior e entrou a todo o gás em campo, o FC Porto não encontrou muitos caminhos em direção à baliza de Ederson, demorando a sair no ataque, mas a verdade é que esteve sempre bem fechado atrás, com Manafá, Diogo Leite, Mbemba, Sarr e Zaidu a fecharem a própria baliza habilmente.

Aos 22', Diogo Leite deu o primeiro sinal de perigo, num cabeceamento depois de um lançamento longo de linha lateral, mas o que se seguiu mostrou que o City mesmo em contra ataque é muito perigoso: Torres, hoje o avançado da equipa, quase marcou, mas Marchesín evitou o primeiro golo da noite - apesar daquele lance ter acabado anulado por fora de jogo.

Pouco depois, foi a vez de Sterling aparecer isolado em frente ao guarda-redes argentino, mas sem conseguir finalizar: Sarr apareceu a cortar e a festejar como se tivesse marcado um golo.

Do outro lado do campo, mesmo em cima do intervalo, Sérgio Oliveira testou Ederson com um remate de longe, já depois de um lance em que o guardião brasileiro embateu em Otávio dentro da área, provocando algumas reclamações portistas, mas o árbitro Bjorn Kuipers mandou seguir.

Na 2ª parte, mais do mesmo, mas com muito mais perigo inglês. O FC Porto até entrou mais afoito, parecendo querer subir mais no campo, mas a principal preocupação era sempre não sofrer golo, pelo que foi o City a empurrar, cada vez mais, a equipa de Sérgio Conceição para trás.

Depois, as oportunidades sucederam-se e o FC Porto bem pode agradecer a Marchesín pelo 0-0 que se manteve.

Depois um erro de Sarr a perder a bola junto à área, Marchesín negou o golo a Sterling; a seguir, num cruzamento, no mesmo lance, negou o golo novamente a Sterling e ainda viu Rúben Dias desviar mal a bola, a um metro da baliza; mais tarde, desviou um remate de Bernardo Silva para canto; e, por fim, negou o golo a Gabriel Jesus, que tinha entrado para o lugar de Torres...

Mas, na recarga, aos 79', o brasileiro marcou mesmo. Contudo, o lance acabaria por ser anulado pelo VAR, já que Rodri, no início da jogada, foi apanhado em fora de jogo.

Respirando de alívio, os portistas mantiveram o empate e, no final, todos ficaram felizes: o City terminou o grupo em 1º e o FC Porto em 2º, ou seja, ambos garantiram a qualificação para os oitavos-de-final da Champions. Para o FC Porto, a 16ª qualificação, para Sérgio Conceição, a terceira.