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Thomas Tuchel deixa o aviso: "Se começarmos de forma passiva, poderemos perder completamente a cabeça"

Apesar da vantagem de 2-0, o treinador do Chelsea rejeita que a sua equipa entre em campo frente ao FC Porto a gerir o resultado e lembra que no jogo da 1.ª mão, há uma semana, os londrinos nem sempre conseguiram controlar os acontecimentos

Lusa

Chelsea Football Club/Getty

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O treinador Thomas Tuchel descartou esta segunda-feira uma abordagem expectante dos ingleses do Chelsea no embate de terça-feira frente ao FC Porto, da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões de futebol.

“Não mudamos a forma como encaramos os jogos. É importante concentrarmo-nos em nós e tentar jogar outra vez o melhor possível, porque isso eleva as nossas hipóteses de obter um bom resultado. O desafio é não perder a cabeça. Se pensarmos no resto, isso vai dar-nos muitos problemas”, sugeriu o técnico, em videoconferência de imprensa.

FC Porto e Chelsea retomarão a luta pelo acesso às meias-finais da Liga dos Campeões na terça-feira, às 21:00 locais (20:00 em Lisboa), novamente na cidade espanhola de Sevilha, devido às restrições de viagens causadas pela pandemia de covid-19, uma semana após o triunfo dos londrinos (2-0), com golos de Mason Mount e Ben Chilwell.

“Em termos de adaptação ao resultado, é mais fácil para o FC Porto, porque sabe muito bem que necessita de fazer três golos para passar à fase seguinte. Isso está absolutamente claro para eles. Quanto a nós, se começarmos dessa forma passiva [a tentar proteger a vantagem], poderemos perder completamente a cabeça”, insistiu.

Instado a recordar a primeira mão, Thomas Tuchel admitiu que o Chelsea nem sempre conseguiu dominar os acontecimentos, lembrando que os dragões “escaparam da pressão e criaram perigo graças a acelerações, dribles e à sua qualidade individual”.

“É impossível controlar o tempo todo e temos de aceitar que há sempre altos e baixos contra uma equipa como o FC Porto. Será normal se isso voltar a acontecer amanhã [terça-feira], porque também aconteceu com o Manchester City e a Juventus”, vincou o treinador alemão, que só tem o defesa dinamarquês Andreas Christensen em dúvida.

Os ‘blues’ vão medir forças com o FC Porto três dias depois da goleada no terreno do Crystal Palace (4-1), em partida da 31.ª jornada da Liga inglesa, antes do compromisso frente ao Manchester City, no sábado, relativo às meias-finais da Taça de Inglaterra.

“Se quisermos terminar a época com um troféu, é melhor ganhar estes dois jogos ou será um pouco difícil. O próximo jogo é sempre o mais importante e, no desporto de alta competição, não há nada mais desinteressante do que o passado. Podemos estar confiantes, porque é difícil defrontarem-nos e não temos medo de nada”, concluiu.

Na mesma videoconferência de imprensa, o defesa Ben Chilwell, autor do segundo tento dos londrinos no duelo da primeira mão, reconheceu que “dois golos fora podem ser cruciais”, embora acautele que só “metade do trabalho está feito” e “há que terminá-lo”.

“Não podíamos ter pedido uma primeira mão melhor. Sabíamos que seria um jogo muito físico, pois o FC Porto tem atletas muito fortes e técnicos. Não vamos ser complacentes, porque sabemos que poderemos ter um dissabor”, frisou o lateral esquerdo, de 24 anos.

O FC Porto defronta o Chelsea na terça-feira, às 21:00 locais (20:00 em Lisboa), no Estádio Ramón Sánchez Pizjuán, em Sevilha, Espanha, num encontro da segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões, com arbitragem do francês Clément Turpin.