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Liga dos Campeões

Será assim a nova Champions em 2024: 36 equipas numa liga única sem grupos

Em vez da fase de grupos, a partir de 2024 a Liga dos Campeões passará para uma liga única de 36 equipas, em que cada uma joga contra 10 adversários, cinco jogos em casa e cinco jogos fora

Lusa e Tribuna Expresso

Esta é a taça que todos querem - e que na época passada foi do Real Madrid

SEBASTIEN NOGIER/epa

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Por entre as ondas de choque de domingo, dia em que 12 clubes anunciaram a criação da nova Superliga europeia, a UEFA apresentou esta segunda-feira as alterações nas competições europeias a partir de 2024, com a Liga dos Campeões a passar de 32 para 36 equipas, num modelo sem fase de grupos, passando para uma liga única.

Giorgio Marchetti, secretário-geral adjunto do organismo que tutela o futebol europeu, explicou que em vez da fase de grupos da Champions se passa para uma liga única de 36 equipas, em que cada uma joga contra 10 adversários, cinco jogos em casa e cinco jogos fora.

Os oito melhores classificados vão ser apurados diretamente para os “melhores 16”, explicou Marchetti, enquanto os classificados entre o 9.º e o 24.º lugar vão disputar um ‘play-off’ para apurar outras oito equipas.

Do 25.º para a frente, as equipas vão ser eliminadas e nenhuma vai passar para a Liga Europa.

A UEFA está ainda a analisar a hipótese de as meias-finais da Liga dos Campeões serem disputadas no formato habitual, com dois jogos, ou num esquema de ‘final-four’.

Em relação às equipas que cada apurado vai defrontar nesta liga única, Giorgio Marchetti explicou que vai ser utilizado um esquema de quatro potes de acordo com os ‘rankings’ das equipas, de modo a que cada equipa enfrente um número equilibrado de adversários dos diferentes potes.

Em relação às quatro vagas extra na nova ‘Champions’, uma será para um clube do país em quinto lugar no ‘ranking’ da UEFA, e outra para um campeão nacional, ampliando o número de clubes apurados através do denominado "Caminho dos Campeões".

Os outros dois lugares serão para os clubes com o coeficiente mais alto dos últimos cinco anos que não se qualificaram para a Liga dos Campeões de forma direta, mas que se apuraram para a fase de qualificação da ‘Champions’, para a Liga Europa ou para a Liga Conferência Europa.

“Estamos sempre a tentar modernizar as competições, mas os princípios não podem mudar. Para alguns a palavra solidariedade não existe, a única coisa que existe é o seu lucro”, disse o presidente da UEFA, Alexander Ceferin, criticando a criação de uma Superliga.

Foi ainda anunciado que vão existir duas semanas dedicadas em exclusivo à Liga dos Campeões, com jogos à terça, quarta e quinta-feira.

Apesar de o novo calendário ainda estar a ser trabalho, é certo que não vão existir jogos ao fim de semana e que o acesso às competições europeias vai continuar a seguir o mesmo modelo.

Também a Liga Europa e Liga Conferência Europa, nova competição que vai começar na próxima época, vão ter o mesmo modelo de liga única, mas a primeira com oito jogos e a segunda com seis.

A UEFA está também a ponderar a hipótese de estas duas competições serem também disputadas por 36 equipas, mas esse ainda não é um dado certo.