Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Liga dos Campeões

Pelo segundo ano seguido, a final da Champions será em Portugal. Desta vez no Porto e terá 12.000 adeptos

O Estádio do Dragão vai acolher a final da Liga dos Campeões desta época, agendada para 29 de maio. A UEFA diz que a decisão surge no seguimento de "uma proposta" da Federação Portuguesa de Futebol e "das autoridades portuguesas". E com público nas pancadas: cada clube terá direito a 6.000 bilhetes

Diogo Pombo

Quality Sport Images

Partilhar

A pandemia tem destas coisas, já todos os sabemos porque o ano passado foi igual embora com outro peso, porque se tratou de uma espécie de fase final e não apenas de um jogo. Mas é o jogo decisivo: a final da Liga dos Campeões será jogada em Portugal pelo segundo ano consecutivo.

A UEFA confirmou, esta quinta-feira, que o Estádio do Dragão, no Porto, vai acolher a derradeira partida da maior competição europeia de clubes. A razão são as "insuperáveis dificuldades de viagem para adeptos ingleses" se o destino fosse Istambul, onde a final deveria originalmente realizar-se, no Estádio Olímpico Atatürk.

A Turquia é um dos países incluído na lista vermelha do Reino Unido, o que exige períodos obrigatórios de quarentena para todo o cidadão inglês que regresse de um desses territórios. Na lista já não consta Portugal e "depois de um ano em que os adeptos estão proibidos de entrar nos estádios, a UEFA pensou que tudo deveria ser feito para assegurar que os fãs das duas equipas finalistas poderiam estar presentes".

Sendo esses clubes o Chelsea e o Manchester City, a hipótese de a final ser deslocada para Inglaterra evitaria que, pelo menos 12.000 adeptos cruzassem fronteiras, pois a entidade que regula o futebol europeu concedeu 6.000 bilhetes a cada um. Mas, apesar de "esforços exaustivos da parta de Federação de Futebol e das autoridades inglesas, não foi possível alcançar as necessárias exceções para as normas de quarentena britânicas".

Eis que surgiram "as autoridades portuguesas e a Federação Portuguesa de Futebol", que em boa tradução se "chegaram à frente" para trabalharem "rapida e perfeitamente" com a UEFA e "proporem uma localização adequada à final" - o Estádio do Dragão, casa do FC Porto.

Quality Sport Images

O número de adeptos autorizado a estar presente, o mesmo que o originalmente previsto para Istambul, corresponde a cerca de 23% da capacidade do recinto (50.033). "Uma vez mais, virámo-nos para os nossos amigos em Portugal para ajudarem a UEFA e a Liga dos Campeões. Estou, como sempre, muito grato", disse Aleksander Ceferin, presidente da UEFA.

E explicou que "depois do ano suportado pelos adeptos, não era correto que não tivessem a oportunidade de verem as suas equipas no maior jogo da época". Ceferin desejou, também, que a final seja "um símbolo de reemergência da Europa deste período difícil" e que os adeptos possam vir a Portugal "emprestar as suas vozes para apresentarem a final como o melhor do futebol europeu" - aqui reside, porventura, uma pequena bicada às pretensões da para já adormecida Superliga Europeia.

Antes deste anúncio, adeptos nos estádios em Portugal nem pensar

A final da Liga dos Campeões, agendada para 29 de maio, será apenas o quarto jogo de futebol de clubes em Portugal Continental (todos de provas da UEFA) que terá a presença de adeptos no estádio desde o início da pandemia, apesar dos insistentes esforços da Liga de Clubes, da FPF e dos presidentes dos clubes.

No final de outubro de 2020, a federação anunciou que FC Porto, Benfica e Sporting de Braga poderiam acolher adeptos nos seus jogos seguintes das competições europeias. Com um limite máximo de 15% de ocupação dos recintos, os dragões receberam o Olympiacos (27 de outubro) para a Liga dos Campeões, os minhotos o AEK de Atenas (22 de outubro) e os encarnados o Standard de Liège (29 de outubro), ambos a contar para a Liga Europa.

No início do mesmo mês, já os jogos da seleção nacional contra a Espanha (7 de outubro) e a Suécia (14 de outubro), ambos no Estádio de Alvalade, em Lisboa, foram autorizados a ocupar até 10% da lotação das bancadas com público.

Quanto às partidas das competições nacionais, o primeiro-ministro António Costa, frequentemente questionado sobre o tema, manteve a mesma postura desde o início da pandemia. "Até ao final da época falta bastante tempo, mas diria que não é previsível que venha a haver uma grande alteração nesta matéria", disse, a 29 de abril.

Mas, um dia antes de a UEFA anunciar ao mundo a realização da final da Liga dos Campeões no Estádio do Dragão, com público nas bancadas, houve novidades.

A Liga de Clubes confirmou que será permitida a presença de público nos recintos nos encontros da última jornada da Liga NOS, marcada para 19 de maio, com várias condições: apenas serão autorizados adeptos dos clubes que joguem em casa, todos deverão apresentar um resultado negativo de um teste à covid-19 e não poderão ser ultrapassados os 10% de lotação de cada estádio.