Tribuna Expresso

Perfil

PUBLICIDADE
Liga dos Campeões
Blessing Lumueno

Blessing Lumueno

Treinador de futebol

A primeira parte das equipas portuguesas na Champions foi em organização defensiva

O grande mérito de Jorge Jesus, Sérgio Conceição e Rúben Amorim tem sido a forma como arrumam taticamente os seus elementos para defender. Sabendo-se que, dentro desta forma de pensar, há espaço para melhorar, é também importante refletir-se que atacar melhor pode ajudar a equilibrar ainda mais os jogos contra individualidades melhores, escreve Blessing Lumueno, na sua análise aos três jogos inaugurais de Benfica, FC Porto e Sporting na fase de grupos desta Liga dos Campeões

Blessing Lumueno

NurPhoto

Partilhar

Termina a primeira volta da fase de grupos das três equipas portuguesas na prova e quem olha para a classificação das três só pode ficar satisfeito, por terem todas nas suas mãos a possibilidade de apuramento para a próxima fase. Poucos se recordam, mas na altura do sorteio, fomos quase todos pessimistas relativamente às possibilidades de apuramento das três; e por isso, perceber que, com três jogos por jogar, o apuramento é real, é verdadeiramente positivo. Porém, o meu lado pessimista aciona a sirene para me alertar que, sendo possível o apuramento, também é real a possibilidade de todas ficarem fora da Europa nas três jornadas restantes; sem que para isso seja necessária uma conjugação de resultados mirabolante.

Continuando com a numerologia, é fácil perceber pela classificação que são mais os golos sofridos do que os marcados; no entanto, fazendo uma análise mais cuidada, vemos que os golos foram quase todos concedidos num jogo contra os primeiros classificados de cada grupo. Podendo parecer um paradoxo, tendo em conta o número de golos sofridos, mas a chave para a classificação do Sporting, FC Porto e Benfica tem sido a sua organização defensiva. Por isso, e por considerar que os jogos contra o Ajax, Liverpool, e Bayern são de outro contexto, vou focar-me na análise aos jogos contra os restantes adversários.

Artigo Exclusivo para assinantes

No Expresso valorizamos o jornalismo livre e independente

Já é assinante?
Comprou o Expresso? Insira o código presente na Revista E para continuar a ler
  • Sané e a arte do dilúvio bávaro
    Benfica

    O Benfica, que resistiu 70 minutos e causou problemas aos rivais, foi goleado esta noite, no Estádio da Luz, pelo Bayern Munique (0-4), num jogo a contar para a terceira jornada da Liga dos Campeões. Leroy Sané foi a figura do jogo, com dois golos, uma assistência e uma belíssima exibição

  • Para quê resistir quando se pode insistir no que se quer?
    FC Porto

    Este AC Milan não mereceria refreio na abordagem a hora e meia de partilha de relvado, mas os jogadores do FC Porto e o treinador insistiram na aplicação de um plano definido para condicionar e, assim, desmontar o adversário italiano numa zona do campo onde pior lhe seria. O FC Porto fez 19 remates, 12 na baliza, e ganhou (1-0) por manter a insistência numa estratégia, marrando até a retribuição surgir e conseguir a primeira vitória nesta Liga dos Campeões

  • Os cantinhos do Coates
    Sporting

    Sporting goleou o Besiktas (4-1), em Istambul, num jogo em que Coates bisou e alcançou Beto como o terceiro defesa com mais golos do clube - a lista é liderada por João Morais, o herói de 1964. Depois do azar, Paulinho foi generoso e recompensou aquele jogo de futebol com um golaço