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Nome: Sevilla Fútbol Club. Estado: numa relação séria com a Liga Europa

O Sevilha chegou à final da competição ao bater o Manchester United de Bruno Fernandes, por 2-1. O clube espanhol é recordista de vitórias desta prova (cinco triunfos)

Pedro Candeias

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Há ligações inexplicáveis, que transcendem a lógica ao juntarem pares à partida incompatíveis: Joe Louis e Max Schmelling, Nick Cave e Kylie Minogue, Andre The Giant e Samuel Beckett, Dennis Rodman e Kim-Jong Sun, Sevilha e Liga Europa.

Quem diria que, de todas as equipas deste continente, seria este clube espanhol e não outro - e conhecemos pelo menos três diferentes que poderiam estar neste lugar - a tornar-se o clube-propaganda para esta competição?

Recuperando um bocadinho desta longa e sólida relação, o Sevilha ganhou a Liga Europa em 2006, 2007, 2014, 2015, 2016, com treinadores e jogadores e até presidentes diferentes; esta noite, ao bater o Manchester United de Bruno Fernandes por 2-1, assegurou um lugar na final destas finais que se disputam na Alemanha. O outro finalista decide-se esta segunda-feira, entre o Inter de MIlão e o Shakhtar Donetsk de Luís Castro.

O triunfo do Sevilha aconteceu porque o guarda-redes Bono esteve especialmente aplicado e, pelo contrário, porque o ataque do Manchester United esteve particularmente desajeitado. Nos primeiros 15, 20 minutos da segunda-parte, e quando o jogo se encontrava empatado (1-0, por Bruno Fernandes, de grande penalidade aos 9’; 1-1, por Suso, aos 26’), o United poderia ter fechado a eliminatória.

Mais elétricos e por vezes desequilibrados, os ingleses dispuseram de algumas oportunidades, a maior parte com participação direta ou indireta de Bruno Fernandes, e falharam-as todas. O Sevilha, naturalmente contido e obcecado com o controlo, como são todas as equipas de Lopetegui, insistiu no jogo exterior, menos arriscado e bastante previsível, a outra marca de água Lopetegui.

Numa primeira fase, os cruzamentos foram inconsequentes, mas quando o ponta de lança De Jong entrou lá para o meio, Jesus Navas encontrou finalmente um ponto de referência. Num desses lances, o extremo cruzou e o holandês aproveitou um erro infantil de Lindelöf para fazer o 2-1 (78’) que acabaria com o jogo. Porque, depois, a equipa de Soskjaer, que continua a tentar perceber o que fazer com a indiferença de Pogba, procurou emocionalmente o empate e nunca lá chegou.