Tribuna Expresso

Perfil

Mercado

O incrível caso de Danilo

Jogador brasileiro, que agora vai representar a Juventus, tem um carreira recheada de títulos... sempre “sem ser indiscutível”

Tribuna Expresso

Matthew Ashton - AMA

Partilhar

Danilo é bem conhecido dos portugueses, devido à sua passagem pelo FC Porto. No seu percurso contam-se outros cinco clubes: Atlético Mineiro, Santos, Real Madrid, Manchester City e finalmente a Juventus.

São dezasseis títulos acumulados desde que atingiu a elite ao nível de clubes. Ganhou um Paulista e uma Libertadores (2011) com o Santos, ao lado de Neymar, conquistou duas ligas portuguesas com o FC Porto (2012 e 2013), uma liga espanhola (2017), duas ligas dos campeões (2016 e 2017), uma Supertaça Europeia e um Mundial de Clubes (2016) com o Real Madrid, duas ligas inglesas (2018 e 2019), uma Taça de Inglaterra (2019), duas taças da liga (2018 e 2019) e duas supertaças com o Manchester City (2018 e 2019).

A somar à extensa lista, existe ainda o palmarés alcançado com a seleção brasileira: um Campeonato Sul-americano de sub-20 (2011), um Mundial sub-20 (2011), para além da medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.

Mas, mesmo assim, “o seu protagonismo, sem dúvida, tem decrescido”, lê-se no jornal espanhol "Marca". O lateral direito de 28 anos era uma das estrelas do Santos que caiu aos pés do Barcelona de Guardiola na final do Mundial de Clubes.

Oficial: João Cancelo junta-se a Bernardo Silva no Manchester City

Campeão inglês contrata o lateral português, que assinou contrato até 2025

O FC Porto contratou-o por 13 milhões de euros em 2011. Nos quatro anos de dragão ao peito, potenciou o protagonismo. Com Alex Sandro, que agora reencontra na Juventus, formava uma dupla de laterais prodigiosa. Danilo marcou 12 golos e fez 16 assistências em 140 partidas pelo clube português.

No Real Madrid, que pagou 31,5 milhões de euros pela sua contratação em 2015, Danilo começou a perder fulgor. Apesar de ter chegado como titular, pelo menos em teoria, perdeu a batalha com Carvajal. Chegou a ser suplente de Marcelo no lado esquerdo. Quando saiu, em 2017, levava na mala 56 jogos, três golos e nove assistências.

Guardiola prometeu-lhe minutos de jogo quando o foi buscar. No Manchester City teve minutos, efetivamente, mas talvez não tantos como esperava. Jogou, isso sim, em quase todo o campo: lateral direito, lateral esquerdo, central, pivô, médio interior em ambos os flancos. Foram 60 jogos (20 como suplente), quatro golos e três assistências nos Citizens.

Segue-se a Juventus, onde espera certamente readquirir o protagonismo de outros tempos.

17h00, 8 de agosto: o fim da reação em cadeia

São como peças de dominó onde a primeira só pode ser tombada num certo sítio que, a cada ano que passa, sobe um pouco mais na escala "astronómica" de dinheiro. O mercado inglês deixará de poder comprar jogadores a meio da tarde desta quinta-feira, ou seja, algumas novelas dramáticas, como a de Bruno Fernandes (e Eriksen e Lo Celso e Dybala e...), poderão chegar ao fim