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"Mais de €120 milhões por um miúdo que teve uma boa época no Benfica pode ser de mais, mas João Félix tem Jorge Mendes como representante"

Antonio Cassano não acha que os valores da transferência de João Félix do Benfica para o Atlético de Madrid tenham sido ajustados

lusa

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O antigo futebolista italiano Antonio Cassano, que envergou as camisolas do Real Madrid, Inter de Milão e AC Milan, considerou esta segunda-feira que os mais de 120 milhões pagos pelo Atlético Madrid por João Félix parecem demasiado.

"Mais de 120 milhões por um miúdo que teve uma boa temporada no Benfica pode ser de mais, mas ele tem Jorge Mendes como representante e algumas coisas podem fazer a diferença", disse Cassano em direto na rede social Instagram.

O antigo internacional italiano não tem dúvidas de que o empresário português desempenhou um papel importante para viabilizar a operação financeira que culminou com o pagamento de 126 milhões de euros ao Benfica no último Verão.

Cassano apontou alguns nomes de jovens futebolistas como os alemães Serge Gnabry e Leroy Sané, o norte-americano Christian Pulisic ou o inglês Jadon Sancho como aqueles que mais o impressionam na atualidade.

"Os talentos que mais aprecio são o Gnabry, do Bayern Munique, o Pulisic, do Chelsea, o Jadon Sancho, do Borussia Dortmund, e o Leroy Sane, que antes da lesão no joelho era incrível. Há dois meses que digo que outro fenómeno é o Mason Mount, do Chelsea, e logo a seguir veio o Messi dizer o mesmo. Se o Messi o disse é porque tem razão, ou não?", disse o italiano, que acrescenta ainda o nome do colombiano Jorge Carrascal, dos argentinos do River Plate, a quem qualifica como "um monstro" que pode marcar os próximos anos do futebol mundial.

Gabriele Maltinti

Falando dos talentos da sua época, Cassano confessou que um dos jogadores que mais o impressionaram foi o argentino Juan Román Riquelme, apontando as razões que levaram a que não tivesse vingado no FC Barcelona.

"O número 10 de que mais gostei foi o Riquelme. Acordava à noite só para o ver jogar. Era fantástico. Sozinho levou o Villarreal às meias finais da Liga dos Campeões e em Barcelona as coisas não lhe correram bem porque tinha como treinador Van Gaal, que, de vez em quando, tinha decisões estranhas, como a de o colocar na ala esquerda. Como se pode pedir a Riquelme que jogue encostado à ala esquerda?", inquiriu.

O italiano, de 37 anos, abandonou os relvados na temporada 2016/17, depois de ter representado clubes como a Roma, o Real Madrid, o Inter, o AC Milan ou o Parma, antes de se despedir na Sampdoria. O antigo avançado foi internacional em 39 jogos, tendo anotado 10 golos pela seleção italiana.

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