Tribuna Expresso

Perfil

Modalidades

Simone Biles tem uma pedra nos rins. Mas nem “Doha pearl” a impediu de vencer mais um título mundial de ginástica

Ginasta norte-americana, que embasbacou o planeta nos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, está de volta às grandes competições e às medalhas de ouro, mesmo com uma ida às urgências de um hospital de Doha pelo meio. A pedra nos rins, essa, até já foi batizada

Lídia Paralta Gomes

Francois Nel/Getty

Partilhar

Diz quem (infelizmente) sabe, que não há muito pior dor do que a dor provocada por pedras nos rins. E talvez essa verdade valha para o mais genérico dos humanos, mas não para os super-heróis. Super-heróis como a norte-americana Simone Biles, a ginasta diminuta em tamanho mas gigante em talento que o Mundo descobriu durante os Jogos Olímpicos do Rio, em 2016, onde foi uma das maiores figuras individuais: conquistou quatro medalhas e ouro e mais uma de bronze.

Depois de uma longa paragem para descansar, Biles, de 21 anos, voltou esta semana às grandes competições e sem grande surpresa ajudou a equipa dos Estados Unidos a conquistar a competição por equipas esta terça-feira, com Rússia e China a seguirem-se no pódio. Biles conseguiu as pontuações mais altas no solo, nas paralelas assimétricas e ainda no salto.

Acontece que este título, o 11.º de Biles em Mundiais, onde é recordista de ouros, aparece depois da atleta nascida no Ohio mas criada no Texas ter sido obrigada a durante o fim de semana visitar as urgências de um hospital da capital do Qatar devido a dores severas causadas por pedras nos rins.

“Tive de ir às urgências porque há dois dias que estava com dores no meu lado direito. Inicialmente pensámos que podia ser apendicite, mas após fazer alguns exames os médicos descobriram uma pedra nos rins”, explicou a ginasta durante a qualificação para as finais por equipas.

Como não foi possível retirar a pedra, Biles optou por ver o lado cómico da vida e até batizou a sua nova companheira. “Doha pearl”, assim se chama a pedra no rim que não conseguiu travar a melhor ginasta do Mundo. “Ainda tenho algumas dores, mas a adrenalina ajuda”, explicou ainda à imprensa presente na competição.

Competição essa que segue para Simone Biles e “Doha pearl”. Durante os próximos dias terá ainda mais cinco eventos e caso suba ao pódio em todos eles igualará a russa Svetlana Khorkina no topo da lista das ginastas com mais medalhas em Mundiais, com 20.