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Nathan Adrian ganhou cinco medalhas de ouro em Jogos Olímpicos. Tem cancro e vai ter de parar. Mas quer estar em Tóquio’2020

Nadador norte-americano de 30 anos anunciou que foi diagnosticado com cancro testicular e que será operado na próxima semana. O prognóstico é positivo e Adrian espera recomeçar a treinar em poucas semanas

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Tim Clayton - Corbis/Getty

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Nos próximos meses as lutas de Nathan Adrian terão de ser fora das piscinas. O cinco vezes campeão olímpico e oito vezes campeão mundial, de 30 anos, anunciou que tem cancro nos testículos e que será operado no início da próxima semana.

As boas notícias para o nadador norte-americano, especialista nas provas rápidas, é que o cancro foi detetado numa fase pouco adiantada e o prognóstico é positivo.

“A vida, tal como os 100m livres, pode dar-te uma porrada grande, porque nunca sabes quem, ou o quê, poderá estar a perseguir-te. Recentemente fui ao médico porque senti que algo não estava bem. E depois de alguns testes e visitas a um especialista, infelizmente descobri que tenho cancro testicular. A melhor parte é que o cancro foi apanhado cedo. Já comecei os tratamentos e o prognóstico é bom”, escreveu Adrien no Instagram, onde assegurou que espera em breve estar de novo nas piscinas a treinar para os Jogos Olímpicos de Tóquio’2020.

Instagram

“Estarei de volta à água em poucas semanas com o meu foco apontado a Tóquio”, frisou. Adrian ganhou a sua primeira medalha de ouro em Pequim’2008, nos 4x100m livres. Em Londres’2012 foi campeão olímpico nos 100m livres e 4x100m estilos e há três anos, no Rio de Janeiro subiu ao lugar mais alto do pódio no 4x100m livres e 4x100m estilos.

No palmarés tem ainda uma medalha de prata nos 4x100m livres em Londres’2012 e mais duas medalhas de bronze conquistadas no Rio’2016, nos 50m e 100m livres.

No mesmo texto, Adrian brincou ainda com o facto de agora se ver obrigado a usar o sua licenciatura em Saúde Pública “mais cedo do que estava à espera”.

“Espero partilhar esta minha luta para também ajudar a quebrar o estigma que ainda existe quando discutimos as questões da saúde dos homens. Percebi que muitas vezes a nossa tendência é evitar estes tópicos importantes, ignorando os sinais de alerta e adiando uma ida ao médico. Estou otimista porque casos como o meu são curáveis”, referiu ainda.