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Nelson Évora é medalha de prata nos Europeus de atletismo: “Continuo a ter fome”

O português conquistou o segundo lugar do evento com um salto de 17,11 metros, o melhor registo pessoal da época

Lusa e Tribuna Expresso

VALDRIN XHEMAJ

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Nelson Évora conquistou a medalha de prata nos Europeus de atletismo de pista coberta que decorrem em Glasgow, na Escócia. O saltador português registou a sua melhor marca da época (17,11), batendo o alemão Max Hess por apenas um centímetro. O campeão europeu, Nazim Babayev (Azerbaijão), saltou 17,29 metros. Este é a sua terceira medalha em campeonatos da Europa de pista coberta - em 2017, em Belgrado, e em 2015, em Praga, sagrara-se campeão.

Aos 34 anos - fará 35 a 20 de abril - Nelson Évora continua a somar títulos. Aos já referidos título de 2017 e 2015, acresce a medalha de ouro nos Europeus absolutos, em Berlim (2018).

Recorde-se que Évora foi campeão mundial, em 2007, e olímpico, em 2008.

"Não foi o melhor concurso para mim, tentei ser o mais competitivo possível, tentei sacar um bom salto, embora o melhor tenha sido um que fiz para marcar, nem tinha a certeza se era nulo ou não. Saio satisfeito na mesma, pois alcancei uma medalha, e seja qual for a cor é sempre uma honra representar da melhor forma as cores de Portugal", afirmou o atleta já depois de ter subido ao pódio para receber a sua medalha.

"[Babayev] É um atleta que promete fazer saltos deste género há algum tempo. É um atleta jovem, com fome de medalhas. Após a qualificação falámos um bocadinho e viu-se que estava bem. Surgiu aqui um pouco como eu, quando ganhei o primeiro título, mas naquela altura era mais difícil, pois o lote de grandes atletas era grande. Contudo, eu continuo a ter também essa fome de medalhas", disse Nelson Évora, que vai iniciar agora um período de descanso.

A época ao ar livre está à porta e será muito longa, com os Mundiais em Doha, no Qatar, onde Évora pretende estar muito competitivo, mas antes pretende experimentar outras coisas, outras formas de abordagem ao salto, para melhorar sempre.

"Algo que não tem estado a ocorrer, mas eu acredito que vai acontecer e eu pretendo estar muito forte neste verão. Nós, europeus, temos sempre de fazer duas épocas num ano. Temos sempre Mundial e Europeu, ou Europeu e Mundial, que é sempre difícil de planificar, mas admito que Doha será o objetivo mais importante, mostrando saltos grandes", finalizou o atleta.

O concurso foi extremamente atribulado, com algumas paragens para as cerimónias de entrega de prémios, apresentações das diferentes finais, especialmente na última ronda de saltos, a que poderia ser decisiva, em que todos os atletas fizeram saltos nulos.