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Por extenso: noventa e três a zero, um resultado impensável e histórico para Portugal

A seleção nacional de râguebi bateu este sábado a República Checa por números extraordinários. Confira os marcadores, se conseguir

Lusa

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A seleção portuguesa de râguebi alcançou hoje, nas Caldas da Rainha, o maior triunfo da sua história, ao vencer a República Checa por 93-0, em jogo da quarta jornada do Rugby Europe Trophy.

Portugal suplantou por 24 pontos o seu anterior recorde, que era de 69-0, alcançado em 27 de fevereiro de 2010, frente à Alemanha.

O resultado deixa a seleção portuguesa a precisar apenas de um empate no derradeiro jogo da competição, em 06 de abril, na Lituânia, para vencer pela terceira vez consecutiva o título do segundo escalão europeu, com exceção do Torneio das Seis Nações.

Portugal não precisou de mais do que 24 minutos para chegar aos quatro ensaios que garantiam o ponto de bónus ofensivo e foi, a partir desse momento, escalando o marcador com uma facilidade, que prova que pertence a `outro campeonato`.

O encontro terminou mesmo com os `lobos` à procura de chegar à centena de pontos, objetivo que ficaram a dever apenas a si próprios, não tanto por não conseguirem um 16.º ensaio na bola de jogo, mas sim pela displicência na hora de atirar aos postes: Portugal errou uma penalidade e seis transformações, que poderiam ter dado mais 15 pontos.

No histórico resultado evidenciaram-se António Vidinha e Caetano Castelo Branco, com três ensaios cada, enquanto Manuel Marta foi o melhor marcador da tarde, com 22 pontos, resultantes de dois ensaios e seis transformações.

Portugal lidera a classificação do Rugby Europe Trophy com 19 pontos, mais seis do que a Holanda e 14 do que a Lituânia, que, contudo, ainda só disputou dois jogos.

Para garantir a disputa do `play-off` de acesso ao primeiro escalão, frente à Alemanha, a seleção lusa precisa apenas de um empate naq Lituânia, ou que esgte país não vença com ponto de bónus todos os três encontros que lhe restam.

Jogo no Campo A do Complexo Desportivo das Caldas da Rainha, nas Caldas da Rainha.

Portugal - República Checa, 93-0.

Ao intervalo: 57-0.

Sob arbitragem do francês Tual Trainini, as equipas alinharam:

- Portugal: João Vasco Côrte-Real, Nuno Mascarenhas, Francisco Bruno, Sebastião Villax, José Rebelo de Andrade, Salvador Vassalo, João Granate, José D`Alte, João Belo, Tomás Appleton, António Cortes, Vasco Ribeiro, António Vidinha, Caetano Castelo Branco e Manuel Marta.

Jogaram ainda: Filipe Granja, João Moreira, Duarte Torgal, Martim Cardoso, João Lima, Frederico Filipe e José Conde.

Ensaios (15): António Cortes (2, 42), António Vidinha (8, 27, 51), João Belo (12, 24), Vasco Ribeiro (26), Manuel Marta (37, 40+5), Caetano Castelo Branco (39, 60, 79), João Moreira (56) e Duarte Torgal (67).

Conversões (9): Manuel Marta (2, 12, 24, 27, 37, 39), Frederico Filipe (42, 56, 67).

Penalidades (0).

Treinador: Martim Aguiar

- República Checa: Anthony Kent, Matous Hodek, Jan Benda, Radim Trunecka, Vaclav Moncek, Radim Hutnik, James Faktor, Dan Hosek, Marek Simak, Richard Hrebacka, Jakub Cizek, Karel Berounsky, Lukas Plocar, Jan Cizek e Albert Fronek.

Jogaram ainda: Adam Leitmancik, Hubert Drimal, Stepan Pekar, David Bures, Jan Tieber, Zbynek Schutz, Michal Neuzil e Lukas Hrebacka.

Ensaios (0).

Conversões (0).

Penalidades (0).

Treinador: Daniel Benes.

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Albert Fronek (34), José Rebelo de Andrade (42) e Jan Benda (50).

Assistência: Cerca de 800 espetadores.