Tribuna Expresso

Perfil

Modalidades

O atleta do Benfica cortou a meta em primeiro, mas foi desclassificado por não levar o dorsal: “É por isto que evito competir em Portugal”

Os atletas do Benfica foram os mais rápidos entre as 22 equipas no nacional de estafetas mistas, mas foram penalizados com desclassificação de João Pereira, o último dos elementos da formação lisboeta, que bateu ao sprint Alexandre Nobre (Portugal Talentus), por ter cruzado a meta sem o dorsal de identificação

Lusa

picture alliance

Partilhar

A Federação de Triatlo de Portugal (FTP) assumiu esta segunda-feira que “não houve justiça” no campeonato nacional de estafetas mistas com a desclassificação do Benfica, na prova disputada no domingo, em Portimão.

Os “encarnados” foram os mais rápidos entre as 22 equipas, mas foram penalizados com desclassificação de João Pereira, o último dos elementos da formação lisboeta, que bateu ao sprint Alexandre Nobre (Portugal Talentus), por ter cruzado a meta sem o dorsal de identificação.

Com a desclassificação do Benfica, a Portugal Talentus conquistou o título nacional, à frente do CN Torres Novas, segundo classificado, ambos com lugar assegurado na Taça dos Clubes Campeões Europeus de estafetas mistas, a disputar em Outubro, em Lisboa, prova em que “encarnados” conquistaram em 2017 e foram terceiros no ano passado. Em terceiro lugar terminou o Olímpico de Oeiras.

Contactada pela Lusa, fonte oficial da FTP reconheceu que a inexistência de dorsal pode motivar desclassificação, segundo o regulamento técnico de Janeiro de 2016, mas admitiu que o resultado da prova “não espelhou o que se passou em Portimão, no dia 24 de Março”.

“A equipa do Sport Lisboa e Benfica realizou uma prova notável, com uma recuperação extraordinária do João Pereira, o último elemento em prova. Desta forma, a FTP considera que não houve justiça no resultado, pelo que a mesma entidade procurará soluções para que a realidade desportiva prevaleça”, acrescentou.

No Facebook, a Portugal Talentus elogiou a sua equipa mista, considerando que se sagrou campeã “com todo o mérito”, após “uma disputa directa entre a Portugal Talentus, o Benfica e o CN Torres Novas”.

“Emocionante competição, onde os primeiros clubes e os seus atletas honraram o triatlo e o desporto. A qualquer deles se ajustava perfeita e justamente o título de campeão. Infelizmente, para o João Pereira e para o Benfica, a equipa de arbitragem terá detectado uma infracção, por ausência de dorsal, e o Benfica foi desclassificado, acabando o título por ser entregue à Portugal Talentus (...) Parabéns João Pereira. Parabéns Benfica. Parabéns CN Torres Novas”, refere o clube campeão.

No domingo, João Pereira, na mesma rede social, lamentou a primeira desclassificação da carreira, considerando-a injusta e assumindo-se prejudicado.

“Hoje [no domingo], senti que os meus adversários me deram os parabéns pela excelente prova que realizei, os directores dos clubes adversários, até os próprios árbitros defenderam a minha posição. É por causa da fraca Direcção da Arbitragem em Portugal que já há alguns anos evito competir em Portugal pois sinto uma perseguição aos atletas que dão o seu melhor. Nunca fui penalizado por um comportamento desviante do Espírito Olímpico”, escreveu o 5.º classificado nos JO de 2016.