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Polémica Rosa Mota: Bloco acusa Rui Moreira de ceder aos interesses do privado e do negócio

Bloco adverte que o pavilhão é do Porto e Rosa Mota é o seu nome. Também o PS, através do vereador Manuel Pizarro, condena a Câmara do Porto por colocar os interesses financeiros de um grupo privado à frente do interesse público

Isabel Paulo

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A Comissão Coordenadora Concelhia do BE, do Porto, vem lembrar, esta segunda-feira, que sempre esteve contra a entrega do Palácio de Cristal a entidades privadas pela mão de Rui Rio, em 2009, a par do movimento que na altura se gerou no Porto. O BE, sem assento na vereação, faz, contudo, questão de frisar que, em 2014, os seus eleitos denunciaram na Assembleia Municipal o modelo de reabilitação do Pavilhão Rosa Mota, “equipamento municipal essencial à cidade, votando contra a proposta de entrega a privados apresentada por Rui Moreira”.

Contra o modelo de parceria público-privada da requalificação de um dos mais emblemáticos equipamentos do Porto, defendem os bloquistas que os sucessivos orçamentos do executivo permitiriam uma reabilitação e gestão inteiramente pública e municipal, fazendo ainda reverter as receitas geradas a favor da cidade.

“Dez anos decorridos da primeira tentativa de concessão anunciada e ao ver concretizada esta decisão, verifica-se que também no que ao seu património imaterial diz respeito Rui Moreira não salvaguardou o interesse da cidade do Porto . Não só o Pavilhão Rosa Mota ficará alheado da gestão pública durante 20 anos, como até a sua toponímia ficou subalternizada aos interesses privados e do negócio”, critica o Bloco em comunicado, advertindo ainda que Rosa Mota “é uma figura marcante do desporto nacional e um símbolo de empenhamento e esforço que tanto diz à cidade do Porto”.

Considerando que o novo nome do pavilhão - 'Super Bock Arena Pavilhão Rosa Mota' - é “um enorme dano para a cidade”, o Bloco de Esquerda defende que o executivo independente devem reverter de imediato “a apropriação indevida, impedindo a alteração do nome daquele que é e será, para o Porto, o Pavilhão Rosa Mota”. O Bloco sugere ainda uma discussão alargada na cidade que permita a renegociação do contrato e seu regresso à esfera pública e municipal.

No dia da inauguração do Pavilhão Rosa Mota, assim batizado pelo antigo presidente da Câmara do Porto, Fernando Cabral, em 1988, mas nunca inscrito no edifício, conforme refere a Câmara do Porto, também o PS lembra que há um ano foi contra a troca de toponímia do pavilhão, sustentando o eurodeputado Manuel Pizarro e vereador da autarquia que a Câmara do Porto “andou muito mal, ao colocar os interesses financeiros de um grupo privado à frente do interesse público”.

Pizarro alerta que irá a lutar para que o nome do Pavilhão Rosa Mota seja “adequadamente valorizado”.