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Fernando Pimenta: duplamente de ouro, inteiramente centenário

Um dia após ser o mais rápido nos 1000 metros de K1, o canoísta português voltou a ser o primeiro a percorrer uma distância sozinho, desta feita os 5000 metros. Fernando Pimenta sai da Taça do Mundo em Szeged, na Hungria, com três medalhas que lhe permitiram chegar às 100 conquistadas em provas internacionais. E Portugal com sete, fruto, também, das conquistas de Joana Vasconcelos e Norberto Mourão

Diogo Pombo com Lusa

Balint Vekassy/FIC

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Cinco quilómetros feitos a planar sobre água doce, em linha reta, com uma pagaia nas mãos e uma canoa flutuante e deslizante equivalem a 20 minutos, três segundos e 89 centésimos do esforço musculado que, por tradição auto-imposta, Fernando Pimenta fez muito boa gente esperar dele.

Fernando tem 31 anos, é português, germinou em Ponte de Lima e conta quase todos os dias do ano a treinar, fora de água e sobre ela, para pagaiar rumo à vitória como o fez este domingo, outra vez, em Szeged, na Hungria, a terra a que chamou "a casa da canoagem", onde se revestiu de ouro nos 5.000 metros de K1, uma categoria em que é a embarcação, a pagaia, ele e a toda a força e o trabalho dele.

Fernando Pimenta conquistou a medalhe de ouro, a segunda este fim de semana, porque antes o seu pescoço já sustivera o simbolismo dourado da vitória nos 1.000 metros. Ao todo, foram três: também no sábado, o canoísta acabara com o bronze nos 500 metros. Sempre sozinho, ele a competir contra ele próprios e os outros.

Esta forma de estar, de trabalhar e de pagaiar fê-lo alcançar a marca de 100 medalhas conquistadas em provas internacionais, confirmou a Federação Portuguesa de Canoagem.

Fernando Pimenta e a canoagem portuguesa

Na distância em que foi campeão mundial em 2017 e 2018, e terceiro em 2019, nesta mesma cidade, Pimenta impôs-se sem grandes dificuldades aos rivais, os húngaros Balint Noe, segundo, e Kornel Beke, terceiro, ao registar um tempo de 20.03,09 minutos.

Medalha de prata nos Jogos de Londres2012 em K2 1.000 metros, ao lado de Emanuel Silva, Pimenta soma ainda nove medalhas em Mundiais, com mais uma no campeonato do mundo de maratonas, 16 em Europeus, duas em Universíadas e quatro em Jogos Europeus, numa ‘amostra' do centenário que hoje completou.

Já hoje, Joana Vasconcelos venceu a final de K1 500 metros, ao registar um tempo de 1.54,03 minutos, superando sobre a meta a espanhola Isabel Contreras, segunda, e a belga Hermien Pieters, terceira.

Com ouro em K1 1.000 metros e K1 5.000 e a prata em K1 500 de Fernando Pimenta, o ouro em K1 500 e o bronze em K1 200 de Joana Vasconcelos e a prata em 200 VL2 e o bronze em VL2 500 de Norberto Mourão, em paracanoagem, Portugal somou sete ‘metais’ em Szeged.