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Telma Monteiro é prata e a sua história de amor com os Europeus continua: nunca falhou uma medalha

A judoca de 34 anos perdeu na final dos -57kg com a húngara Hedvig Karakas, mas voltou a mostrar que os Europeus são a sua casa: em 14.ª participações, conquistou 14 medalhas individuais, mais uma na competição por equipas há um ano em Minsk

Lídia Paralta Gomes

MARTIN DIVISEK/EPA

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De Bucareste em 2004 até Praga em 2020 vão 16 anos, mas para Telma Monteiro é como se o tempo não passasse. Aos 34 anos, a judoca portuguesa partiu para o seu 14.º Europeu e trouxe para casa a sua 14.ª medalha individual, à qual ainda se pode juntar a prata conquistada na prova por equipas do Europeu de 2019, em Minsk.

Esta quinta-feira, na capital da República Checa, Telma chegou à 7.ª final em Europeus, à procura do seu 6.º título depois de um percurso imaculado nos -57kg: a portuguesa, 11.ª do ranking mundial, bateu consecutivamente a polaca Julia Kowalczyk, a holandesa Sanne Verhagen e a sérvia Marica Perisic por ippon.

Na final, a adversária seria Hedvig Karakas, 10.ª do ranking, curiosamente a atleta que Telma bateu na última vez que foi campeã da Europa, em Baku, em 2015. Mas desta feita houve vingança e a húngara saiu vencedora, o seu primeiro título europeu, num combate renhido em que a portuguesa começou ao ataque e esteve quase sempre por cima nos primeiros minutos, mas que só se definiu já bem dentro do ponto de ouro, depois do juiz considerar que Telma Monteiro havia tentado um falso ataque.

Castigada pela 3.ª vez, Telma Monteiro acabou por ver a vitória atribuída a Karakas, juntando ainda assim mais uma medalha de prata para o seu interminável currículo. É a segunda prata individual da atleta do Benfica em Europeus, nove anos depois da conquistada no Europeu de Istambul, em 2011.

Bons indícios de Telma a nove meses dos Jogos Olímpicos de Tóquio, onde tentará repetir o pódio do Rio 2016: no Brasil, a também quatro vezes vice-campeã mundial foi medalha de bronze.