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Objetivos? Até agora, eficácia total

Apesar de algum desacerto no ataque e da tranquilidade só ter aparecido nos últimos minutos, Portugal bateu a Argélia (26-19) e segue para a Main Round do Mundial do Egito com os objetivos, para já, imaculados. Ou seja, só com vitórias

Lídia Paralta Gomes

Khaled Elfiqi / POOL/EPA

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Não terá sido o jogo mais limpo de Portugal, a vantagem final talvez não espelhe exatamente o que passou dentro das quatro linhas mas, feita as contas, o cenário é este: a Seleção Nacional bateu a Argélia por 26-19 no terceiro jogo da fase preliminar do Mundial de andebol, no Egito, voltou a sofrer poucos golos, fez o pleno de vitórias e vai por isso mais folgada para a Main Round, onde se vai cruzar com as três equipas apuradas grupo E.

Portanto, a nível de objetivos, eficácia total, mesmo que em campo esta 2.ª feira essa eficácia nem sempre tenha surgido, num jogo em que Portugal voltou a não começar bem, ainda que não mal como no sábado frente a Marrocos.

Com Luís Frade de fora devido a lesão, mas Quintana na baliza, Portugal começou por sofrer dois golos sem resposta num início de partida equilibrado frente à seleção sete vezes campeã de África. A dar mais minutos a algumas segundas linhas, só aos 8 minutos Paulo Jorge Pereira viu a sua equipa pela primeira vez na frente. Mesmo com Quintana em bom plano e os argelinos a somarem erros técnicos, do outro lado Portugal não se conseguia superiorizar no ataque e só na reta final da 1.ª parte abriu a vantagem, que ao intervalo era de cinco golos.

Portugal era favorito e sabia que uma vitória a levaria com 4 pontos para a Main Round mas a Argélia também tinha os seus objetivos. Mesmo com a passagem à segunda fase já garantida, depois da vitória frente a Marrocos, ganhar a Portugal queria dizer passar à Main Round com pontos e por isso a entrada na 2.ª parte valeu vários sustos à Seleção Nacional.

Khaled Elfiqi / POOL/EPA

Ainda assim, mais por erros dos jogadores portugueses do que exatamente por uma subida de nível dos argelinos. A meio da 2.ª parte, e depois de sucessivos remates falhados por Portugal, a diferença encolheu para três golos (20-17), numa fase em que a equipa portuguesa estava lenta e, também, com um pouquinho de azar, com vários remates a embaterem com estrondo nos postes.

E se no ataque a eficácia portuguesa era baixa, pior ainda passou a ser a da Argélia, que a partir dos 44 minutos esteve 10 minutos sem conseguir marcar, seca para a qual contribuiu ainda Humberto Gomes, com duas defesas decisivas quando se pedia coesão defensiva para balançar o inconstante que estava o ataque português.

Nos últimos minutos, aproveitando as exclusões no adversário e os muitos erros de uma Argélia já em all-in, Portugal finalmente explodiu no marcador, acabando com sete golos de vantagem.

Tal como no jogo com Marrocos, Pedro Portela foi o melhor marcador de Portugal, com quatro golos, seguido de Belone Moreira, com três. Portugal fica agora à espera do desfecho do seu grupo e do grupo E para saber que equipas seguem para a Main Round, que arranca já na quarta-feira, com a Seleção Nacional a jogar com o 2.º classificado do grupo E.