Tribuna Expresso

Perfil

Modalidades

Tom Brady, o homem que define o tempo

Aos 43 anos, Brady vai jogar o seu 10º Super Bowl (esta noite, às 23h30, na Eleven Sports), à procura de um inédito 7º título. Acontece precisamente no ano em que decidiu mudar de vida

Lídia Paralta Gomes

Partilhar

Tom Brady já não tem segredos. O outrora quase mitológico plano de treinos e de alimentação do quarterback (QB) mais famoso do mundo está à distância de um clique na página oficial da sua marca. Está lá tudo, ao mais ínfimo pormenor: como acorda às 6h e bebe meio litro de água com eletrólitos, sabor a limão, como meia hora depois toma o suplemento x e depois o smoo­thie y antes de começar o primeiro treino, às 7h30, com um aquecimento de maleabilidade muscular. Ao almoço, meio-dia em ponto, o prato tem 80% de vegetais e 20% de proteína saudável e às 15h há treino com a equipa. O jantar é às 18h, há mais um treino de malea­bilidade muscular às 20h, mais uns suplementos para o descanso e às 21h Brady já está na cama. Oito horas de sono, pelo menos.

Brady nada tem a esconder. Não precisa. Porque já ganhou tudo, muitas vezes, muito mais do que qualquer jogador da NFL poderá ganhar nos próximos anos. O seu método, que hoje é um negócio feito de livros e suplementos alimentares, também ajuda a explicar o porquê de, aos 43 anos, estar pela 10ª vez no Super Bowl. Se vencer, será o seu 7º título. Tudo recordes que já são seus e que ele vai, ano após ano, reforçando. O profissio­nalismo férreo ajuda, claro, mas a inteligência com que aborda o jogo dentro e fora de campo também.

Domingo (23h30, Eleven1), Brady poderá tornar-se no primeiro jogador a vencer por duas vezes o Super Bowl em duas equipas diferentes, depois dos 40 anos, se bater os atuais campeões em título, Kansas City Chiefs, no derradeiro jogo da temporada. Em março passado, quando ainda digería­mos as primeiras notícias da pandemia, Brady anunciou inesperadamente que, 20 anos depois, iria deixar os New England Patriots, equipa com a qual construiu uma dinastia de seis títulos em nove finais da NFL. O destino era o calor da Florida e os Tampa Bay Buccaneers, equipa de currículo modesto. Brady já não é um jovem, os movimentos já não são os mesmos e muitos pensaram que era a pré-reforma do maior QB da história. Nada mais errado.

Para ler o artigo na íntegra clique AQUI